O sol brilhou na Gerdau (GGBR4): companhia vai construir parque de energia solar de R$ 1,3 bilhão em Goiás
A planta terá capacidade total de cerca de 452 megawatt-pico (MWp) e mais de 60% da energia gerada será utilizada para a produção de aço da companhia no Brasil

O processo de fabricação do aço é uma das atividades que mais exige energia na indústria. E a maior produtora de aço do país, a Gerdau (GGBR4), anunciou que irá investir em uma nova alternativa para suprir parte de seu consumo por meio de fontes renováveis.
Uma de suas subsidiárias, a Gerdau Aços Longos, firmou uma parceria com a Newave Energia para a construção de um parque de energia solar em Barro Alto, no estado de Goiás.
"A Gerdau reafirma sua estratégia de gerar maior competitividade no custo dos seus negócios com adoção de energia limpa e em linha com o processo de descarbonização divulgado pela companhia", diz o comunicado enviado ao mercado.
A planta terá capacidade total de cerca de 452 megawatt-pico (MWp), divididos em sete sociedades de propósito específico (SPEs) com igual capacidade de geração.
O final das obras de construção está previsto para o primeiro semestre de 2026 e exigirá R$ 1,3 bilhão em investimentos. Por enquanto, a Gerdau já assinou contratos para a compra de três das SPEs e terá direito à totalidade da energia gerada por elas, cerca de 43 megawatt-médio (MWm).
Além disso, a companhia detém uma participação indireta na Newave Energia, e portanto ficará com outros 23 MWm produzidos pelas quatro SPEs detidas pela empresa.
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"Consequentemente, uma vez operacional, o Parque Solar Barro Alto deverá fornecer em média 66% de seu volume de energia renovável para unidades de produção de aço da companhia no Brasil, em
regime de autoprodução", destaca a Gerdau.
O custo do negócio para a Gerdau (GGBR4)
A aquisição já acertada das três SPEs representa um investimento de cerca de R$ 600 milhões. Desse total, R$ 300 milhões virão do capital próprio, enquanto a metade restante será financiada junto à Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), operado pelo Banco do Brasil.
A Gerdau realizará também um aporte adicional de R$ 41 milhões na Newave Energia que será integralizado seguindo o cronograma de obras. Com isso, a participação da siderúrgica na empresa subirá para 40%.
Além do investimento adicional, a Gerdau se comprometeu ainda a adquirir uma parcela maior, que passará de 30% para 40%, da energia gerada pela Newave e suas controladas. Com isso, cerca de 23% do consumo da companhia virá das plantas eólicas da empresa, incluindo o Parque Solar Barro Alto.
"O uso dessa fonte deve gerar uma redução de emissões estimada de 65.000 tCO2e ao ano, contribuindo para o atingimento das metas de redução de emissões de efeito estufa da companhia", destaca a Gerdau.
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