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Giovanna Figueredo

Giovanna Figueredo

Formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), já trabalhou com marketing e redes sociais em uma consultoria financeira e é redatora dos portais Seu Dinheiro e Money Times.

PETRÓLEO NO RADAR

‘Novo pré-sal’ vai sair do papel? Diretor da Petrobras (PETR4) diz que abrir mão do petróleo pode significar perda de receita

O diretor Mauricio Tolmasquim saiu em defesa do “novo pré-sal” e da exploração da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial

Giovanna Figueredo
Giovanna Figueredo
19 de setembro de 2024
16:05 - atualizado às 15:11
petrobras comprar? dividendos petr4
Imagem: Shutterstock/Montagem: Julia Shikota -

Um debate intenso ainda se estende sobre a exploração do “novo pré-sal” por parte da Petrobras (PETR4).

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Enquanto a estatal e o Ibama avançam nas negociações sobre a licença ambiental da Bacia da Foz do Amazonas, um diretor da companhia saiu em defesa das operações na Margem Equatorial em um evento sobre o clima nesta quinta-feira (19).

Durante o Climate Impact Summit, Mauricio Tolmasquim, diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, afirmou que é preciso ter uma “discussão mais aprofundada” sobre o petróleo na região Norte do país.

O projeto é alvo de críticas do ponto de vista ambiental, mas Tolmasquim defende que abrir mão da exploração do petróleo na Margem Equatorial significaria perda de receita para o Brasil e de recursos usados para o desenvolvimento de políticas sociais.

Além disso, segundo o executivo, mesmo se o país deixasse de extrair a commodity, não há uma garantia de preservação climática.

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Na visão do diretor, a redução da produção do petróleo deve ser causada pela demanda, não pela restrição da oferta:

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“Vamos supor, por absurdo, que o Brasil toma a decisão de não produzir mais petróleo. Sabe o que vai acontecer com o clima? Pode ser que aumente com as emissões porque um outro produtor que emita mais pode entrar no lugar do Brasil. [...] E o clima não mudaria nada porque um outro produtor estaria produzindo petróleo", afirmou no evento.

Petroleira prevê R$ 3,1 bilhões de investimentos até 2028 – em que pé está o ‘novo pré-sal’?

A Petrobras estima que, até 2028, deve investir R$ 3,1 bilhões na exploração e produção de petróleo na Margem Equatorial com a perfuração de 16 poços.

Em uma história que se desenrola desde 2013, quando houve a concessão da região, a petroleira ainda aguarda aprovação do Ibama para iniciar a produção na Bacia da Foz do Amazonas.

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Em 2023, o órgão de defesa do meio ambiente negou um pedido da Petrobras para fazer perfurações de teste na área para verificar a existência de petróleo. A justificativa foi de que havia inconsistências técnicas no projeto da petroleira.

Desde então, a companhia apresentou novas propostas e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirma que as perspectivas são positivas.

Em conversa com jornalistas no início do mês de setembro, Chambriard disse que espera a autorização do Ibama até dezembro de 2024 e o início das perfurações na região seria imediato.

Semana agitada para as ações PETR4

Entre as favoritas do mercado quando o assunto é dividendos, as ações da Petrobras amargam quedas desde o início de 2024. No acumulado do ano, os papéis PETR4 desvalorizam 3,86%.

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Só na última quarta-feira (18), a empresa chegou a cair 2,4% na bolsa, com rumores de um possível reajuste nos preços da gasolina e do diesel. Em resposta, a companhia se pronunciou dizendo que não decidiu reduzir o preço dos combustíveis.

Ainda no mesmo dia, a Petrobras atingiu a marca inédita de 1 milhão de acionistas na bolsa, um crescimento de 170% em 5 anos.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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