‘Novo pré-sal’ vai sair do papel? Diretor da Petrobras (PETR4) diz que abrir mão do petróleo pode significar perda de receita
O diretor Mauricio Tolmasquim saiu em defesa do “novo pré-sal” e da exploração da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial

Um debate intenso ainda se estende sobre a exploração do “novo pré-sal” por parte da Petrobras (PETR4).
Enquanto a estatal e o Ibama avançam nas negociações sobre a licença ambiental da Bacia da Foz do Amazonas, um diretor da companhia saiu em defesa das operações na Margem Equatorial em um evento sobre o clima nesta quinta-feira (19).
Durante o Climate Impact Summit, Mauricio Tolmasquim, diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, afirmou que é preciso ter uma “discussão mais aprofundada” sobre o petróleo na região Norte do país.
O projeto é alvo de críticas do ponto de vista ambiental, mas Tolmasquim defende que abrir mão da exploração do petróleo na Margem Equatorial significaria perda de receita para o Brasil e de recursos usados para o desenvolvimento de políticas sociais.
Além disso, segundo o executivo, mesmo se o país deixasse de extrair a commodity, não há uma garantia de preservação climática.
Na visão do diretor, a redução da produção do petróleo deve ser causada pela demanda, não pela restrição da oferta:
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“Vamos supor, por absurdo, que o Brasil toma a decisão de não produzir mais petróleo. Sabe o que vai acontecer com o clima? Pode ser que aumente com as emissões porque um outro produtor que emita mais pode entrar no lugar do Brasil. [...] E o clima não mudaria nada porque um outro produtor estaria produzindo petróleo", afirmou no evento.
Petroleira prevê R$ 3,1 bilhões de investimentos até 2028 – em que pé está o ‘novo pré-sal’?
A Petrobras estima que, até 2028, deve investir R$ 3,1 bilhões na exploração e produção de petróleo na Margem Equatorial com a perfuração de 16 poços.
Em uma história que se desenrola desde 2013, quando houve a concessão da região, a petroleira ainda aguarda aprovação do Ibama para iniciar a produção na Bacia da Foz do Amazonas.
Em 2023, o órgão de defesa do meio ambiente negou um pedido da Petrobras para fazer perfurações de teste na área para verificar a existência de petróleo. A justificativa foi de que havia inconsistências técnicas no projeto da petroleira.
Desde então, a companhia apresentou novas propostas e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirma que as perspectivas são positivas.
Em conversa com jornalistas no início do mês de setembro, Chambriard disse que espera a autorização do Ibama até dezembro de 2024 e o início das perfurações na região seria imediato.
Semana agitada para as ações PETR4
Entre as favoritas do mercado quando o assunto é dividendos, as ações da Petrobras amargam quedas desde o início de 2024. No acumulado do ano, os papéis PETR4 desvalorizam 3,86%.
Só na última quarta-feira (18), a empresa chegou a cair 2,4% na bolsa, com rumores de um possível reajuste nos preços da gasolina e do diesel. Em resposta, a companhia se pronunciou dizendo que não decidiu reduzir o preço dos combustíveis.
Ainda no mesmo dia, a Petrobras atingiu a marca inédita de 1 milhão de acionistas na bolsa, um crescimento de 170% em 5 anos.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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