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O anúncio do novo empreendimento vem poucos meses depois da compra da fabricante turca de motores elétricos Volt Eletric Motors
Pouco mais de três meses depois de comprar a fabricante turca de motores elétricos Volt Eletric Motors, a Weg (WEGE3) anunciou que vai fazer mais investimentos na Turquia. Dessa vez, a empresa vai “colocar a mão na massa” e construir uma fábrica própria de redutores (dispositivos mecânicos amplamente usados na indústria) na região de Esmirna.
O valor estimado do novo empreendimento é de 28 milhões de euros (R$ 181,7 milhões) e a previsão de conclusão é em 2027. A fábrica deve gerar 150 novos postos de trabalho no país.
Segundo comunicado da empresa enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o projeto “visa atender à demanda do mercado de redutores e aumentar a capacidade de
fabricação de componentes”.
A nova fábrica fica a 35 quilômetros da Volt Eletric Motors e ocupará um prédio de 12.000 m², na cidade de Manisa.
A empresa reforçou que esta nova instalação “permitirá explorar sinergias com a atual fábrica de redutores localizada na Áustria, além da possibilidade da venda sinérgica com motores elétricos industriais fabricados no país.”
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A ação reage bem à notícia: por volta das 11h, WEGE3 registrava alta de 2%.
A Weg está presente na Turquia há mais de 20 anos, desde que começou vendendo os produtos por meio de distribuidores locais.
Foi apenas em 2021 que a empresa estabeleceu uma estrutura comercial própria no país. Um ano depois, inaugurou uma nova fábrica de motores elétricos na cidade de Dilovasi, próximo a Istambul.
Na visão dos analistas do BTG Pactual, esta é uma oportunidade significativa para a Weg “capitalizar o crescimento em grandes mercados como Turquia, China e Índia, especialmente em seus segmentos de produtos principais: motores, acionamentos e transformadores.”
Embora o investimento seja robusto, representando aproximadamente 10% do capex (investimentos) estimado para 2025, o banco enxerga como positivo. Isso porque essa nova fábrica:
WEGE3 segue como uma das ações recomendadas pelo BTG, com preço-alvo de R$ 68, o que representaria uma alta de 16% em relação à cotação atual.
Embora seja considerada uma ação cara, ela “oferece perspectivas de crescimento resilientes, altos retornos, exposição favorável ao câmbio e aos mercados promissores como eletrificação e renováveis”, nas palavras dos analistas neste relatório.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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