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O Morgan Stanley deixou de adotar uma posição neutra com relação aos papéis da varejista e agora recomenda a compra; o banco também ajustou o preço-alvo de LREN3
Não é de hoje que a vida das varejistas brasileiras está difícil. Concorrência com gigantes asiáticas, juros altos e até os bilhões de reais direcionados para as bets são algumas das pedras no caminho do setor. Mas, para a Lojas Renner (LREN3) o cenário pode ser diferente.
A melhora do retorno sobre capital investido (Roic) da companhia, a posição de caixa líquido e os múltiplos de negociação descontados convenceram o Morgan Stanley de que agora é a hora de os investidores colocarem as ações da Renner na carteira.
O banco norte-americano elevou nesta sexta-feira (11) a recomendação para as ações LREN3 de neutro para compra e ajustou o preço-alvo de R$ 17 para R$ 22 — o que representa um potencial de valorização de 21% sobre o último fechamento.
Por volta de 15h40, as ações LREN3 subiam 2,60% na B3, cotadas a R$ 18,57. No ano, os papéis acumulam uma valorização de 9,5%.
O principal fator para que o Morgan Stanley esteja recomendando a compra da ação da Renner agora é o preço. Para o banco, a ação está barata e representa uma oportunidade de ganho no futuro – mas não é só isso.
"A Renner se encaixa nos pilares chave de nossa preferência de investimento no varejo brasileiro. A ação é negociada a 11,5 vezes a nossa relação entre preço e lucro (P/L) estimado para 2025, bem abaixo da média histórica de 20,5 vezes", disseram os analistas em relatório.
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Para o banco, Renner apresenta ainda uma posição de caixa líquido e resultados financeiros líquidos com alta de 2,4% da receita para 2024.
Operacionalmente, o Goldman avalia ainda que há visibilidade de melhoria de margem com a aceleração do novo centro de distribuição e a redução dos custos de operação dupla.
A Renner deve apresentar o balanço do terceiro trimestre de 2024 no dia 7 de novembro, após o fechamento do mercado.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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