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As joias da Vivara não aguentaram a pressão do ‘troca-troca’ de CEOs e caíram da coroa do Itaú BBA; confira o ranking das ações recomendadas pelo banco
A nova lista das ações queridinhas do Itaú BBA indica que as jóias da Vivara (VIVA3) perderam o brilho. O bancão atualizou sua lista de recomendações para o mercado brasileiro de ações e retirou a joalheria das indicações.
O ajuste na exposição a papéis domésticos coincide com uma melhora das tendências econômicas no país.
O Itaú BBA vê uma aceleração no crescimento do lucro por ação ao mesmo tempo em que revisa para cima sua previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2024 de 1,8% para 2%.
Mesmo com uma visão positiva do cenário brasileiro, as joias da Vivara não aguentaram a pressão do ‘troca-troca’ de CEOs e caíram da coroa.
O banco retirou a empresa da lista das ações recomendadas para colocar a Arezzo (ARZZ3) no lugar.
O anúncio da fusão entre Arezzo e o Grupo Soma (SOMA3) vem animando o mercado desde o início de fevereiro. A união das empresas formará o maior grupo de moda da América Latina, com 34 marcas no controle do novo gigante.
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Nomes como Farm, Reserva, Hering, Schutz, Animale, Alexandre Birman e a própria Arezzo passam a fazer parte do conglomerado.
A operação passou a ser analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) desde a última quinta-feira (21).
Com a fusão, Alexandre Birman, herdeiro da Arezzo, passa a ficar no comando da nova gigante e atuará como CEO.
O casamento das duas companhias é o principal motivo para a inclusão na lista de recomendações do Itaú BBA.
“Optamos por incluir a Arezzo em nosso portfólio como uma das principais opções ao tema ‘cíclicos de qualidade’, dado o potencial de crescimento e oportunidades de sinergias da fusão com a Soma.”
Para o banco, a fusão com o grupo deve potencializar o crescimento das ações e “pode se tornar uma maneira interessante e líquida de se expor ao setor de consumo discricionário no Brasil”.
Não foi só a Arezzo que ganhou destaque. A lista das dez ações recomendadas do Itaú BBA giram em torno de cinco temas.
As categorias escolhidas pelo banco foram Bond Proxies com taxas internas de retornos reais de dois dígitos, empresas cíclicas de qualidade, temas seculares, beneficiários diretos e indiretos do agronegócio e commodities com valuation atrativo. Confira a lista:
| (R$/ação) | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| BBAS3 | Banco do Brasil | Bancos | 10% | Compra | 65 |
| ARZZ3 | Arezzo | Consumo & Varejo | 10% | Compra | 100 |
| HYPE3 | Hypera | Saúde | 10% | Compra | 40 |
| PRIO3 | PRIO | Óleo & Gás | 10% | Compra | 58 |
| SUZB3 | Suzano | Papel & Celulose | 10% | Compra | 63 |
| GGPS3 | GPS | Transporte | 10% | Compra | 21 |
| RENT3 | Localiza | Transporte | 10% | Compra | 70 |
| RAPT4 | Randon | Bens de Capital | 10% | Compra | 16.5 |
| EQTL3 | Equatorial | Energia Elétrica | 10% | Compra | 42 |
| SBSP3 | Sabesp | Saneamento | 10% | Compra | 120.3 |
Apesar de conquistar uma posição no ranking, a Localiza está na ponta negativa, segundo o documento.
A empresa vem enfrentando pressão do mercado automobilístico, com baixa previsão de melhora nas vendas de carros neste ano. No último relatório do Itaú BBA, o banco apontou uma volatilidade nas ações motivada pelos preços dos veículos seminovos.
Ainda assim, o relatório aponta uma melhora da Localiza no longo prazo, o que fez a companhia conseguir manter-se entre no ranking.
Segundo o Itaú BBA, a Brazil Buy List atingiu desempenho de 5,7% desde as últimas mudanças, em novembro de 2023. Os papéis recomendados superaram os retornos do Ibovespa, de 1,9%.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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