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De acordo com comunicado enviado à CVM, os danos foram limitados, uma vez que o fogo atingiu apenas os estoques de algodão da unidade
Se o calor causado pelo El Ninõ nos últimos meses de 2023 impactou a produção da SLC Agrícola (SLCE3), o ano de 2024 chegou para esquentar ainda mais a situação da companhia.
A empresa anunciou na manhã desta quinta-feira (4) que, na última terça-feira, a fazenda Panorama foi impactada por um incêndio no galpão de armazenamento de algodão.
Vale informar que a Fazenda Panorama, localizada em Correntina, na Bahia, produz principalmente algodão, soja e milho.
De acordo com a companhia, os danos foram limitados, uma vez que o fogo atingiu apenas os estoques de algodão da unidade.
Já as causas do incêndio ainda são desconhecidas, segundo a SLC Agrícola.
"A SLC Agrícola informa que na manhã de terça-feira, 02 de janeiro de 2024, por volta das 6h40, deu-se início a um incêndio na Fazenda Panorama, localizada em Correntina-BA, sem vítimas. A causa do fogo, que começou no galpão de armazenamento de algodão, ainda está sendo apurada, mas sabe-se que cerca de 5 mil fardos foram atingidos", disse a empresa, em nota à imprensa.
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As ações da SLC Agrícola amanheceram no vermelho. Por volta das 11h15, os papéis SLCE3 recuavam 1,30%, negociados a R$ 18,24.
De acordo com a empresa, o incêndio na Bahia foi “devidamente controlado” e não houve feridos e nem danos às lavouras.
"Todas as medidas para solucionar o incidente foram tomadas pela SLC Agrícola, que segue investigando as causas do incêndio."
Segundo o fato relevante enviado à CVM, apenas o galpão de depósito de fardos de algodão sofreu o impacto do fogo.
A instalação de armazém foi parcialmente danificada e precisará ser restaurada, diz a empresa.
A companhia afirma ainda que cerca de 5 mil fardos de algodão foram atingidos pelo fogo — correspondente a 5% do total produzido pela fazenda e 0,4% do total produzido pela SLC no ano safra de 2022/23.
Por sua vez, a unidade de beneficiamento de algodão não foi diretamente atingida pelo incêndio, mas entrará em manutenção preventiva. Na previsão da empresa, a instalação voltará a operar em julho deste ano.
É importante ressaltar que as informações tratam-se de estimativas iniciais relativas aos possíveis danos causados pelo incêndio e ainda estão sendo averiguadas. Ou seja, os números ainda não são definitivos.
“As fazendas da companhia e, portanto, a Fazenda Panorama, possuem estrutura de combate a incêndios com uma equipe de brigadistas preparada para apoiar e enfrentar, de forma adequada, essas situações, assim como uma estrutura protecional própria para atender possíveis sinistros”, escreveu a empresa.
Além da estrutura própria de combate a incêndio, os corpos de bombeiros dos municípios de Posse, em Goiás, Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, e Barreiras (BA), assim como vizinhos e a ABAPA (Associação Baiana dos Produtores de Algodão), ajudaram a combater o fogo na Fazenda.
A empresa ainda destaca que possui seguro patrimonial com coberturas do estoque e da infraestrutura sinistrados.
“Aproximadamente 19% do algodão da fazenda ainda precisa ser beneficiado, correspondente a aproximadamente 21.000 fardos de algodão”, afirma a SLC.
Segundo a companhia agrícola, o saldo de fardos será enviado para beneficiamento na fazenda Paysandú, também localizada na cidade de Correntina.
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