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Analistas elevam preço-alvo das ações da JBS e dizem que boa geração de caixa da empresa é suficiente para conter pressão de curto prazo
Enquanto os canhões soam, é hora de comprar ações da JBS. Esta é a visão do BTG Pactual, que acaba de elevar o preço-alvo de JBSS3 de R$ 47 para R$ 48, afirmando que as ações da multinacional de alimentos são uma “oportunidade de investimento atrativa”.
O “canhão” ao qual se refere o banco é a pressão que a ação da JBS vem sofrendo desde o início dos rumores envolvendo o BNDES.
Explicando melhor: no final do mês passado, o portal NeoFeed divulgou uma nota de que o BNDES estaria se preparando para vender entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões em ações da JBS ainda este ano, em oferta que seria gerenciada pelos bancos Citi e Santander.
O banco de desenvolvimento respondeu dizendo que “desconhece qualquer iniciativa relacionada a vendas de suas participações na JBS por meio de oferta pública e desautoriza quaisquer supostas instituições financeiras mandatadas a falarem em seu nome.”
No pregão desta quarta-feira (2), as ações da JBS (JBSS3) operavam em alta de 1,20% por volta das 12h15. Mas no último mês os papéis acumulam queda da ordem de 4,5%.
Apesar de ter negado a venda, os rumores não deixaram de impactar a ação, o que, na visão do BTG, criou um “ponto de entrada atrativo”.
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Para os analistas, até faria sentido para o BNDES vender a participação na empresa. “Embora o mercado geralmente evite incerteza, ela pode às vezes apresentar oportunidades”, comentam.
O BTG acredita que a boa geração de caixa da JBS consegue compensar a pressão de curto prazo na ação provocada por um possível “overhang” — ou seja, um excesso de oferta.
A JBS segue oferecendo o melhor risco-retorno e é a única recomendação de compra no setor de proteínas do banco.
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A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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