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A subsidiária focada em imóveis de média renda do grupo foi avaliada em R$ 2,650 bilhões
A Direcional (DIRR3) anunciou nesta segunda-feira (9) um memorando de entendimento (MOU) para a venda de uma fatia da Riva, incorporadora e subsidiária integral da companhia.
Segundo o comunicado, o acordo prevê a possibilidade de aquisição de, no mínimo, 7,55% e, no máximo, 15% do capital social da Riva pela gestora de fundos Riza, por meio de veículo de investimento.
Neste contexto, a companhia e a gestora de recursos fixaram o valuation pre money — processo de avaliação de uma empresa antes de um aporte ou um investimento — em R$ 2,650 bilhões
Com base nesse valor, o preço de aquisição da Riva será entre R$ 200 milhões e R$ 397,5 milhões, montante que pode variar conforme o tamanho da fatia que será efetivamente adquirida.
Segundo a Direcional, o pagamento do preço de aquisição será realizado em duas parcelas:
De acordo com a construtora, o fechamento da operação ainda depende da aprovação pelos órgãos societários competentes das partes, autorização de credores, entre outros fatores.
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No mesmo comunicado, a Direcional afirmou que não há intenção de fazer uma oferta pública de ações (IPO) da Riva.
Vale lembrar que em junho de 2020, durante a pandemia de covid-19, a construtora cancelou o IPO da subsidiária “em razão das condições de mercado”, sem citar mais detalhes.
O registro de IPO havia sido apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 4 de março daquele ano.
Incorporadora focada em residências de média renda, a Riva surgiu a partir do processo de atuação da Direcional no segmento imobiliário médio-econômico em São Paulo, Minas Gerais, Amazonas e Rio de Janeiro.
Com a criação da subsidiária, a Direcional pôde expandir seu alcance nacional atendendo um novo público: o de média renda, diferentemente da renda atendida pela controladora, que foca em empreendimentos econômicos e no programa Minha Casa Minha Vida.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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