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A Cyrela teve lucro líquido de R$ 412 milhões, alta de 47% ante o 2T23, mas reportou uma queima de R$ 61 milhões
Continuando a leva de resultados de construtoras e incorporadoras na temporada de balanços da bolsa brasileira, a Cyrela (CYRE3) divulgou os números do segundo trimestre nesta quinta-feira (8).
A companhia registrou lucro líquido de R$ 412 milhões, alta de 47% na comparação com o mesmo perído do ano passado. O acumulado do primeiro semestre chegou a R$ 679 milhões, cifra 53% superior à reportada nos primeiros seis meses de 2023.
Já a receita líquida teve um crescimento mais tímido, de 14%, ante o 2T23, e foi a R$ 1,8 bilhão. O avanço foi semelhante, de 18%, considerando o primeiro semestre, para R$ 3,4 bilhões. Já a margem bruta total subiu 0,6 ponto percentual no trimestre, a 32,9%.
O resultado do caixa, por outro lado, não ficou no terreno positivo: a companhia registrou queima de R$ 61 milhões no 2T24, revertendo a geração de R$ 22 milhões no mesmo trimestre do ano anterior.
A Cyrela afirma que, no período, teve um efeito não recorrente de R$ 56 milhões fruto da venda de ações da Cury (CURY3). Além disso, destaca que houve geração de R$ 69 milhões de caixa no acumulado do ano, revertendo a queima de R$ 13 milhões reportada no primeiro semestre de 2023.
Além da Cyrela, outra representante do setor imobiliário a publicar os resultados do segundo trimestre na noite de hoje foi a Moura Dubeux (MDNE3).
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A companhia, que é líder de mercado na região Nordeste, lucrou R$ 75 milhões no período. A cifra representa alta de 14,4% ante o 2T23 e um recorde para a empresa. Já a receita líquida avançou 25,2% na mesma base de comparação, para R$ 392,1 milhões.
A companhia gerou caixa de R$ 19,2 milhões entre abril e junho. Mas nos últimos 12 meses o consumo de caixa ficou em R$ 160,7 milhões. Segundo a construtora, a queima justificada pela conclusão do primeiro ciclo de projetos lançados após a abertura de capital, em 2020.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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