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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

FIM DA NOVELA

Cotistas de fundo imobiliário aprovam acordo milionário para encerrar disputa com Banco do Brasil (BBAS3) que prejudicava dividendos e venda do portfólio

O BB ofereceu R$ 50 milhões para quitar as obrigações com o fundo BBFI11 e fechar cinco processos judiciais em andamento

Larissa Vitória
Larissa Vitória
7 de fevereiro de 2024
12:01 - atualizado às 12:02
Fachada de unidade do Banco do Brasil (BBAS3) bbse3
Imagem: Reprodução

A briga entre o fundo imobiliário BB Progressivo (BBFI11) e o Banco do Brasil (BBAS3), que já se arrastava há mais de três anos, enfim deve terminar: os cotistas do FII aprovaram o acordo oferecido pelo banco para encerrar a disputa judicial.

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O BB enviou em novembro do ano passado uma proposta de R$ 50 milhões à vista para quitar todas e quaisquer obrigações com o fundo e encerrar cinco processos em andamento que discutem divergências sobre uma renovação de aluguel.

O primeiro desses processos foi aberto pelo próprio banco em 2020, quando ainda ocupava o imóvel CARJ, um centro administrativo no Rio de Janeiro que está no portfólio do BBFI11.

O contrato original entre as partes, que envolve nove blocos do edifício, foi firmado em 2015 e encerrou-se em outubro de 2020. Cinco meses antes, o banco ajuizou uma ação com o objetivo de renovar o aluguel de apenas dois blocos do conjunto. Já o fundo defendeu a renovação nos termos originais.

O FII obteve um parecever favorável sobre o tema na Justiça e considerava a instituição financeira inadimplente, cobrando o valor total devido. No entanto, o BB decidiu em março do ano passado que não iria mais esperar o fim da tramitação do processo e desocupou 100% do ativo, derrubando a receita e os dividendos do BBFI11.

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Agora, com o aval dos cotistas — cerca de 30,01% das cotas participaram da consulta formal promovida pela gestão , o fundo assinará o acordo com o Banco do Brasil e receberá em até 10 dias úteis o valor que quita as obrigações relacionadas ao imóvel.

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Cotistas aprovam venda do portfólio do FII

Além do fim do impasse com o Banco do Brasil, os investidores aprovaram também a venda dos dois ativos que compõem o portfólio do FII.

O CARJ, que estava no centro da disputa com o BB, foi alvo de uma disputa de lances entre a construtora Cury e a Sod Capital. Esta última empresa levou a melhor e ficará com o imóvel ao oferecer R$ 65 milhões à vista.

Já o segundo ativo — um prédio em Brasília também parcialmente locado para o Banco do Brasil, com contrato válido até janeiro de 2025 — será vendido à PaulOOctavio Investimentos por R$ 85 milhões.

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"A Administradora do fundo manterá os cotistas e o mercado atualizados acerca dos desdobramentos
dos eventos supracitados, bem como seus respectivos impactos aos cotistas", diz o comunicado enviado ao mercado.

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