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A operação, que faz parte do processo de recuperação judicial da varejista, vai emitir 18 bilhões de ações ao preço de R$ 1,30
Após atualizar o cronograma do processo de recuperação judicial, a Americanas (AMER3) finalmente homologou o aumento de capital para uma injeção bilionária na companhia.
Em reunião nesta quinta-feira (25), o conselho de administração da varejista aprovou o aumento de capital por meio da emissão de novas ações.
A proposta, que havia sido aprovada em maio em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), prevê a emissão de mais de 18 bilhões de ações da companhia a um preço de R$ 1,30 cada.
Do total de ações, cerca de 9 bilhões serão novas ações subscritas pelos credores da companhia, mediante a capitalização de novos créditos. O restante serão “novas ações subscritas pelos acionistas da companhia mediante o exercício do direito de preferência e da subscrição de sobras”, segundo o comunicado divulgado pela Americanas.
Com isso, o aumento de capital da varejista chega a R$ 24,460 bilhões. Vale lembrar que os acionistas de referência Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira se comprometeram a injetar pelo menos R$ 12 bilhões.
Após a emissão bilionária, o capital social da Americanas passa a ser de R$ 39 bilhões. Com o aumento de capital e a mudança na composição acionária, o trio de bilionários e afiliados deve ficar com 49,2% da empresa.
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O início da negociação das novas ações emitidas foi agendado para amanhã, sexta-feira (26).
Além do aumento de capital, a Americanas também fará um grupamento de ações, que será efetivado no dia 26 agosto, conforme o cronograma divulgado pela companhia.
O agrupamento de ações ordinárias será feito na proporção de 100 para 1. Ou seja, grupos de 100 papéis AMER3 vão se unir para formar uma nova ação — e o preço também será multiplicado pelo mesmo fator.
O objetivo da Americanas é reduzir a volatilidade de suas ações na bolsa brasileira e tentar se livrar da condição de ‘penny stock’ — que são ações negociadas abaixo de R$ 1.
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