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De olho na maximização do retorno dos acionistas, a companhia de educação decidiu tirar 44,2 milhões de papéis de circulação do mercado
Se o mercado financeiro fosse representado por uma sala de aula, as ações da Cogna se traduziriam como um aluno em recuperação. Após uma sequência de notas vermelhas, os papéis COGN3 acumularam uma desvalorização de 52% desde janeiro — e os preços já não mais agradam a companhia de educação.
Na avaliação da empresa, o atual valor das ações “não reflete o real valor dos seus ativos combinado com a perspectiva de rentabilidade e geração de resultados futuros”.
De olho na maximização do retorno dos acionistas, a Cogna decidiu tirar 44,2 milhões de papéis de circulação do mercado.
A quantia equivale a 2,35% do total de ações COGN3 atualmente negociadas em bolsa, estimado em aproximadamente 1,87 bilhão.
O novo programa de recompra de ações teve início nesta segunda-feira (17) e poderá se estender por 12 meses, até 17 de junho de 2025.
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Vale destacar que a Cogna (COGN3) não foi a única empresa do setor educacional a ser penalizada na bolsa brasileira neste ano — e também não foi exclusiva na decisão de recorrer à recompra de ações para gerar valor aos seus investidores.
Há cerca de duas semanas, a Ser Educacional (SEER3) também anunciou um programa de recompra de ações após perder quase 40% do valor de mercado na B3.
Mas por que abocanhar papéis no mercado? Na realidade, existem diversos motivos que levam uma empresa como a Cogna a aprovar um programa de recompras. Entre eles, estão:
Quando uma companhia recompra suas ações em programas como esse, os papéis deixam de circular na bolsa de valores e passam a ser mantidos em tesouraria.
É importante lembrar que a recompra é uma das maneiras que uma empresa pode optar para dar retorno para o seu investidor.
Isso porque, caso ela opte por cancelar as ações recompradas, o acionista ganha por ficar com uma participação proporcionalmente maior.
No caso da Cogna, o objetivo é justamente maximizar a geração de valor aos investidores através de uma administração eficiente da estrutura de capital da companhia — especialmente após a forte queda dos papéis COGN3 na bolsa.
De acordo com fato relevante enviado à CVM, os papéis COGN3 adquiridos poderão ser mantidos em tesouraria, cancelados ou vendidos em operações privadas ou públicas.
Além disso, as ações da companhia de educação poderão ser usadas para atender ao exercício de opções de compra de ações do plano aprovado em abril de 2021.
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No entanto, a decisão sobre qual seria a medida de proteção — uma recuperação judicial ou extrajudicial — ainda não foi tomada, e estão sendo avaliadas diversas iniciativas diferentes, disse a Oncoclínicas
Essa não é sua primeira tentativa de se recuperar. Em 2023, a empresa encerrou um processo de recuperação judicial que durou quase dez anos, após uma crise desencadeada pela Operação Lava Jato