CEO da CCR (CCRO3) confirma interesse em leilão das linhas da CPTM, operadora do trem de São Paulo — mas busca um sócio
Além de buscar um parceiro para a plataforma de mobilidade, a empresa de infraestrutura ainda avalia a possibilidade de desenvolver outras duas sociedades; entenda

Se havia dúvidas de que a CCR (CCRO3) pretendia participar da briga pelas linhas 11, 12 e 13 da CPTM, operadora dos trens de São Paulo, o CEO Miguel Setas confirmou nesta terça-feira (28) o interesse em voltar para as disputas dos leilões de concessão — e revelou que está em busca de um parceiro para dar suporte à investida.
“A privatização das linhas é um projeto de grande escala, portanto, nós naturalmente temos a estratégia de buscar parcerias em várias dimensões”, disse o executivo, em conversa com jornalistas após encontro com investidores.
“Temos um ecossistema grande de parceiros com os quais nós estamos em contato para entender se há ou não oportunidades de colaboração.”
Mas após sinalizar o interesse em uma parceria para acelerar investimentos no segmento de mobilidade urbana, o CEO da empresa de infraestrutura evitou dar grandes detalhes de quem poderia ser o futuro colaborador.
“Preferencialmente, o sócio que pode ser mais adequado para uma estrutura de plataforma é um com maior caráter financeiro”, afirmou.
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CCR (CCRO3) em busca de sócios
Além de um sócio para a plataforma de mobilidade, a CCR ainda avalia a possibilidade de desenvolver outros dois acordos: um para o segmento de rodovias e outro para aeroportos.
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“Em mobilidade, a ideia é trazer um sócio relevante para acelerar investimentos, enquanto, para aeroportos, o objetivo é contribuir com a plataforma com participação em uma plataforma maior, que pode até ser da América Latina, e ter um player referente”, disse o diretor financeiro, Waldo Pérez. “Podemos até talvez trazer sócios em algumas participações específicas”, concluiu o CFO.
Do lado dos aeroportos, a expectativa de Miguel Setas é que a empresa participe de uma “plataforma que dê maior dimensão” — isto é, possivelmente uma parceria com outros operadores ou com sócios financeiros.
Já em relação às estradas, o presidente da CCR Rodovias, Eduardo Camargo, afirmou que a possibilidade “está em cima da mesa”. “Esse é um tema que estamos estudando para aproveitar esse grande pipeline [rol] que vem pela frente e conseguir colocar mais oportunidades para dentro de forma mais acelerada.”
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Além da privatização dos trens em São Paulo
Questionado sobre a ausência de participação no leilão do Trem Intercidades Eixo Norte (TIC) — que conectará as regiões metropolitanas de Campinas e Jundiaí, em São Paulo — realizado em fevereiro, Setas disse que a decisão fez parte da “estratégia de alocação de capital mais rigorosa” adotada pela empresa.
“Entendemos que haveria outras alternativas, como extensões das nossas linhas 4 e 5 e a própria privatização das linhas 11, 12 e 13. Dado um cenário de capital restrito, entendemos que seria mais vantajoso para o nosso portfólio alocar capital nos projetos que já são parte da nossa infraestrutura”, afirmou Setas.
“É muito mais coerente com a nossa estratégia usar a nossa capacidade de investimento para estender esses ativos do que partir para um novo ativo com riscos mais desconhecidos e com uma alocação de capital que seria muito maior, quando nós temos alternativas que são muito mais adequadas do ponto de vista de risco e retorno.”
Enquanto o trem intermetropolitano não conquistou o apetite da companhia, o diretor da CCR já sinalizou que outro ativo do Governo do Estado de São Paulo está no radar: o TIC Eixo Oeste, a linha a ser desenvolvida para conectar a capital paulista ao município de Sorocaba. “Ela tem uma sinergia óbvia com a linha 8.”
Ao Seu Dinheiro, Miguel Setas ainda afirmou que, após a privatização das linhas 11, 12 e 13, a CCR pretende participar de outro leilão de concessão da CPTM: o das licitações das linhas 10 e 14, que potencialmente acontecerá no ano que vem.
Em celebração aos 25 anos de história, a CCR também anunciou um plano de metas de longo prazo, batizado de “Ambição 2035”.
O programa inclui a busca por mais eficiência, além do controle da dívida, reciclagem de capital e meta de dividendos a serem pagos aos acionistas.
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