Caso Unigel: Petrobras (PETR4) diz que auditoria não encontrou irregularidades em contrato
Na semana passada, o mercado repercutia a notícia de que a KPMG havia recomendado o afastamento de dois diretores dos processos de certificação dos balanços, além da apreensão de celulares após investigação de irregularidades no contrato entre as duas empresas

Depois de muito vaivém, a Petrobras (PETR4) informou nesta segunda-feira (4) que a KPMG não encontrou irregularidades no contrato de tolling — serviço de processamento de gás com vista à produção de ureia e amônia — com a Unigel.
“Petrobras esclarece que a sua Diretoria de Governança e Conformidade concluiu a apuração sobre possíveis interferências de dois de seus diretores na tramitação do procedimento que gerou a celebração do contrato de tolling com a Unigel e concluiu pela não confirmação de irregularidades nesse sentido”, diz a Petrobras em nota.
De acordo com a estatal, essa apuração foi integralmente acompanhada pela KPMG, que realizou testes adicionais e examinou procedimentos e controles aplicáveis a todo o processo.
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O caso Unigel
Na sexta-feira (1), o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que indicou que a auditoria da KPMG havia recomendado o afastamento dos diretores William França e Sergio Caetano Leite dos processos de certificação dos balanços, além da apreensão de celulares após investigação de irregularidades no contrato entre a Petrobras e a Unigel.
De acordo com o colunista, o processo seria um desdobramento do pedido de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou indícios de irregularidade e prejuízo potencial de R$ 487,1 milhões à Petrobras no contrato firmado em dezembro com a Unigel.
“É improcedente a informação de que a celebração do contrato não tenha observado todos os trâmites e procedimentos pertinentes. Ao contrário, o contrato passou por todas as instâncias prévias de anuência e validação, de maneira que o sistema de governança da companhia foi integralmente respeitado”, diz a Petrobras.
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Jardim afirmava ainda que, além da Petrobras ter aberto uma auditoria interna, o presidente do comitê de auditoria estatutário da estatal, Francisco Petros, representante dos minoritários no conselho, contratou a KPMG para apurar o caso.
- Leia também: Unigel entra com plano de recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 3,9 bilhões em dívidas
Petrobras responde, de novo
Nesta segunda-feira, a Petrobras desmentiu as informações, afirmando que a KPMG é a empresa de auditoria independente da Petrobras desde 2017, contratada para auditar as demonstrações financeiras.
“Não é verdade que a KPMG foi contratada pelo Comitê de Auditoria Estatutária ou por qualquer de seus membros para realizar apuração sobre o contrato da Unigel”, diz a Petrobras em nota.
“Também não procede a afirmação que a KPMG tenha determinado o afastamento de diretores do processo de certificação das demonstrações financeiras”, acrescenta.
A Petrobras também voltou a indicar, como já havia feito na sexta-feira (1), que o contrato com a Unigel tem caráter provisório e visa permitir a continuidade da operação das plantas localizadas em Sergipe e na Bahia por oito meses, sem prorrogação.
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