Após balanço quebrar ‘jejum’ de lucros magros, Bradesco (BBDC4) lidera altas do Ibovespa e CEO sinaliza que virada veio para ficar
Marcelo Noronha, presidente do banco, voltou a se reunir com jornalistas nesta segunda-feira (5) — em um tom bastante diferente de dois trimestres atrás
O Bradesco (BBDC4) reportou lucro maior no segundo trimestre deste ano, em um balanço que foi visto como positivo pelo mercado de modo geral.
Esses dados positivos ajudaram também no bom humor dos executivos do banco, como é o caso do CEO do Bradesco, Marcelo Noronha.
Em um tom bastante diferente do encontro após a publicação dos resultados do quarto trimestre de 2023, o executivo voltou a se encontrar com jornalistas na sede da empresa, que fica na Cidade de Deus, em Osasco (SP), para comentar os resultados.
Agora, Noronha — o primeiro CEO que não começou a carreira no banco — afirma que o Bradesco deve continuar apresentando bons resultados, trimestre a trimestre, e detalhou um pouco mais sobre como pretende fazer isso.
Nesta segunda-feira (5), ele estava acompanhado do CFO do Bradesco, Cassiano Scarpelli, e do presidente do Grupo Bradesco Seguros, Ivan Gontijo. Veja as principais linhas do Bradesco e confira o que os executivos disseram a seguir:
| Indicador | 2º Trimestre 2024 | Variação Trimestral | Variação Anual |
| Lucro Líquido | R$ 4,7 bilhões | 12% | 4,40% |
| ROAE | 10,80% | 0,6 p.p. | -0,1 p.p. |
| Carteira de Crédito Ampliada | R$ 912,1 bilhões | 2,50% | 5% |
Melhora operacional do Bradesco (BBDC4)
Ainda que tenha apresentado números bastante sólidos neste trimestre, o Bradesco ainda parece distante de alcançar as projeções (guidance) para o ano.
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Por exemplo, a carteira de crédito expandida cresceu 5,0% na comparação com o primeiro semestre de 2023, enquanto a expectativa é de um crescimento entre 7% e 11% em 2024. A margem financeira total continua negativa, enquanto o projetado é de um crescimento de 3% a 7%.
Contudo, o CEO do Bradesco diz estar seguro de que o banco continuará em busca das metas do guidance. Ou seja, sinalizou que a melhora nos resultados observada no segundo trimestre veio para ficar. E ainda afirmou que a projeção do “lucro implícito” do banco virou o cenário base dessas projeções.
“Quando a gente entrega o guidance, o analista olha os números e gera um ‘lucro líquido implícito’, e é isso que a gente vai entregar. Esse lucro líquido implícito que tá aqui, ele é bottom [piso] pra gente”, diz Noronha.
Na apresentação, o que ele chama de “lucro líquido implícito” é derivado da margem financeira líquida, que é o resultado da margem financeira total menos a PDD expandida. No primeiro semestre do ano, esse resultado foi de R$ 15,6 bilhões, enquanto o implícito no guidance é de algo entre R$ 28,1 bilhões e R$ 34,8 bilhões.
PLR no Bradesco — ou não é bem assim
Uma das propostas apresentadas pelo grupo de executivos para melhorar a eficiência das operações foi uma nova forma de avaliação dos funcionários.
De acordo com o CEO do Bradesco, haverá um programa de remuneração variável, que “é mais meritocrático e vai mais ao encontro do acionista” para avaliação individual dos executivos.
Ainda que soe como uma Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), Noronha afirmou apenas que passaria a recompensar as lideranças pelas entregas do que pelo passado e que haveria uma nova forma de avaliação de desempenho.
“Agora, cada gestor será avaliado em relação às suas unidades e indicadores individuais, ao invés de olhar para o todo da empresa”, comenta. Questionado sobre a questão de metas individuais, ele desconversou.
O que o mercado achou disso?
O dia é de queda para o Ibovespa e para a maior parte dos índices acionários do planeta. Contudo, as ações do Bradesco (BBDC3 e BBDC4) despontavam como as maiores altas do índice brasileiro, com avanço de 5,03% e 4,82%, respectivamente, por volta das 12h30.
No mesmo horário, o principal índice da B3 recuava 1,14%, aos 124.391 pontos e o dólar à vista saltava 0,79%, cotado a R$ 5,7891.
Em um relatório desta segunda-feira, os analistas do Goldman Sachs destacam a melhora das margens operacionais do Bradesco, ainda que o crescimento das despesas tenha chamado a atenção.
Porém, o banco conseguiu reduzir o número total de funcionários em 923 pessoas neste trimestre e fechou 194 agências, ou 411 no total (incluindo unidades de negócios e centros de serviços).
Já os analistas do BTG Pactual avaliaram como positiva a melhora dos números do Bradesco, após encolher por seis trimestres consecutivos. Eles destacam a sinalização de que o novo CEO quer manter os demais executivos “sob pressão” com a mudança na remuneração variável.
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