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Empresa do segmento farmacêutico tem endividamento elevado, sendo duramente afetada pela alta dos juros
O cenário não está bom para a Hypera. Isso não é exatamente uma novidade para quem tem acompanhado a oscilação das ações HYPE3 desde o começo do ano: já são aproximadamente 25% de queda, uma performance bem aquém do Ibovespa. A alta da Selic, após resultados fracos no primeiro semestre do ano, não oferece uma perspectiva otimista para a farmacêutica.
Diante desse cenário, o BB Investimentos resolveu ajustar o preço-alvo para HYPE3, baixando de R$ 38,10 para R$ 36,20 e mantendo sua recomendação das ações como Neutra.
A instituição não é a primeira a fazer isso. Em agosto, o Goldman Sachs cortou para R$ 37 o preço-alvo da farmacêutica.
Um dos fatores que joga contra a Hypera nos próximos meses é a Selic em níveis mais elevados, que encarece as dívidas – uma das principais “pedras no sapato” da empresa.
No 2T24, o endividamento líquido da companhia atingiu R$ 7,4 bilhões, equivalente a 2,4x o EBITDA Ajustado. Em relatório publicado à época, o BB Investimentos considerou este um “patamar ainda elevado”.
Na última teleconferência de resultados, a empresa reafirmou que a desalavancagem é um dos focos principais.
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A desvalorização cambial também não ajuda, ao aumentar os custos da companhia e prejudicar a rentabilidade.
“Para os próximos meses, fica a expectativa em relação ao atingimento do guidance para 2024 estipulado pela companhia, dado que o 2T24 ficou um pouco abaixo do esperado em termos de geração de receita”, escreveram os analistas do BB Investimentos.
Vale lembrar que o guidance divulgado é de:
Outro ponto a ser observado é a performance frente aos fenômenos climáticos e surtos de doenças como dengue, Covid e Influenza, que afetam o mix de produtos principais da farmacêutica.
A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos
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