Agro não é mais pop para o JP Morgan? Banco rebaixa recomendação da SLC Agrícola (SLCE3)
Mercado reagiu positivamente ao novo direcionamento da empresa para a safra 2024/25, divulgado semana passado, mas banco norte-americano traz contrapontos
O JP Morgan rebaixou a recomendação da SLC Agrícola (SLCE3) de compra para neutra, após uma boa performance da ação no pregão de sexta-feira (27), com alta acumulada de 4,7%.
O papel respondeu positivamente ao novo guidance da companhia, divulgado na quinta-feira (clique aqui para se aprofundar no assunto). Entre os destaques, estão a redução do custo de produção e um melhor aproveitamento das safras de soja.
- A expectativa é de uma redução de 5% dos custos por hectare, em comparação ao ano anterior. Por sua vez, as lavouras de soja devem trazer resultados positivos, rendendo 13% a mais do que no ano anterior, impulsionadas por uma melhor condição climática – o que está bem acima das expectativas prévias do JP Morgan.
LEIA TAMBÉM: Ibovespa em 155 mil pontos? BTG Pactual vê gatilho que pode “virar o jogo” para a bolsa brasileira até o final do ano; saiba mais
Se o mercado está otimista com a empresa e os prospectos são bons para os próximos meses, por que o banco norte-americano está rebaixando a recomendação?
"Embora apreciemos a forte execução, a estratégia de crescimento e a gestão de riscos da SLC, acreditamos que esses fatores já estão amplamente refletidos no preço atual das ações”, escrevem os analistas.
Nesse contexto, o JP Morgan aponta um preço-alvo para SLCE3 de R$ 23 para o final do ano que vem.
Leia Também
El Ninõ ainda vai assombrar a SLC Agrícola?
Os analistas também chamam a atenção para os riscos climáticos que ainda pressionam as margens da SLC Agrícola e de outras empresas agro brasileiras.
Vale lembrar que a safra 2023/24 sofreu bastante com os efeitos do fenômeno climático El Niño, que causa temperaturas mais altas e tempo mais seco.
No entanto, caso as chuvas sejam em linha com o esperado ou mesmo acima da média, os rendimentos da empresa podem aumentar. O cenário inverso, naturalmente, traz uma redução da lucratividade e dos rendimentos, afirma o banco.
Embora a ação possa ser beneficiada por uma alta do preço das commodities, principalmente do algodão, o JP Morgan não vê esse cenário se concretizando no momento.
E os dividendos de SLCE3?
Quanto aos dividendos, o banco norte-americano prevê um pagamento menos atrativo.
“Considerando o mercado de terras aquecido no Brasil, seria razoável para a SLC priorizar a expansão do Capex [investimentos] ao invés do pagamento de dividendos e da recompra de ações no curto prazo”, escrevem os analistas.
Em janeiro, fizemos uma entrevista com o CEO da empresa, Aurélio Pavinato, sobre suas estratégias para combater os efeitos climáticos e manter um bom pagamento de dividendos. Leia aqui.
Ex-CEO da Hurb volta a se enrolar na Justiça após ser detido no Ceará com documento falso; entenda a situação
João Ricardo Mendes, fundador do antigo Hotel Urbano, recebe novo pedido de prisão preventiva após descumprir medidas judiciais e ser detido em aeroporto
Elon Musk descarta pressão sobre a Tesla com a nova IA para carros da Nvidia — mas o mercado parece discordar
O bilionário avaliou que, mesmo com a ajuda da Nvidia, levaria “vários anos” para que as fabricantes de veículos tornassem os sistemas de direção autônoma mais seguros do que um motorista humano
Não é o ferro: preço de minério esquecido dispara e pode impulsionar a ação da Vale (VALE3)
O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale
MEI: 4 golpes comuns no início do ano e como proteger seu negócio
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos
Depois do tombo de 99% na B3, Sequoia (SEQL3) troca dívida por ações em novo aumento de capital
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO
JP Morgan corta preço-alvo de Axia (AXIA3), Copel (CPLE6) e Auren (AURE3); confira o que esperar para o setor elétrico em 2026
Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano
O real efeito Ozempic: as ações que podem engordar ou emagrecer com a liberação da patente no Brasil
Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
A fabricante Randon (RAPT4) disparou na bolsa depois de fechar um contrato com Arauco e Rumo (RAIL3); veja o que dizem os analistas sobre o acordo
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev (ABEV3) desembolsa US$ 3 bi para reassumir controle de fábricas de latas nos EUA; veja o que está por trás da estratégia da AB InBev
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Ações da C&A (CEAB3) derretem quase 18% em dois dias. O que está acontecendo com a varejista?
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Shopee testa os limites de até onde pode ir na guerra do e-commerce. Mercado Livre (MELI34) e Amazon vão seguir os passos?
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor
Depois de Venezuela, esse outro país pode virar o novo “El Dorado” da Aura Minerals (AURA33)
A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?
A vez do PicPay: empresa dos irmãos Batista entra com pedido de IPO nos EUA; veja o que está em jogo
Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank
GM, Honda e grandes montadoras relatam queda nas vendas nos EUA no fim do ano; saiba o que esperar para 2026
General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados
Passa vergonha com seu e-mail? Google vai permitir trocar o endereço do Gmail
Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados
Smart Fit (SMFT3) treina pesado e chega a 2 mil unidades; rede planeja expansão para 2026
Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano
Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC
Instituição bancária que captou bilhões com títulos acima da média do mercado agora é alvo de investigações e deixa investidores à espera do ressarcimento pelo FGC
BTG Pactual (BPAC11) amplia presença nos EUA com conclusão da compra do M.Y. Safra Bank e licença bancária para atuar no país
Aquisição permite ao BTG Pactual captar depósitos e conceder crédito diretamente no mercado norte-americano, ampliando sua atuação além de serviços de investimento
Adeus PETZ3: União Pet, antigas Petz e Cobasi, estreia hoje novo ticker na B3
Os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet; eles receberão novos papéis e pagamento em dinheiro
Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos
As vendas da Tesla caíram 9% em 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior
