Agora vai? Priner (PRNR3) lança outra oferta de ações na B3 — mas novo follow-on vem ainda menor que antes
A operação poderá chegar até R$ 199,9 milhões se houver demanda dos investidores, mas montante ainda estaria abaixo do previsto na oferta anterior

O “tira casaco, bota casaco” dos mercados de capitais ganhou força outra vez. Meses após lançar uma oferta de ações milionária e desistir do negócio poucas semanas depois, a Priner (PRNR3) acaba de anunciar um novo follow-on na B3.
Inicialmente, a oferta da empresa de serviços industriais será constituída de distribuição primária (quando os recursos levantados vão diretamente para o caixa da empresa) de 6,25 milhões de ações ordinárias (ON).
Com a operação, a Priner pode captar em torno de R$ 75 milhões, considerando o lote principal e a cotação de fechamento das ações em 29 de janeiro de 2024, de R$ 12,00.
O follow-on ainda poderá ser aumentado em até aproximadamente 166,67% do total de ações do lote base — ou seja, em até 10,4 milhões de papéis — se houver um eventual excesso de demanda.
Nesse caso, a companhia poderia levantar quase R$ 200 milhões com a operação. Mesmo no caso de demanda adicional, o montante ainda estaria abaixo do estipulado na oferta anterior, que previa a captação de até R$ 280 milhões.
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Segundo o fato relevante enviado à CVM, a Priner pretende destinar os recursos levantados com a oferta para reforço do capital de giro, investimento em crescimento orgânico, potenciais aquisições de empresas e substituição de equipamentos locados de terceiros.
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A oferta de ações será destinada exclusivamente a investidores profissionais — isto é, pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros superiores a R$ 10 milhões e tenham validado por escrito essa condição.
O banco Itaú BBA e a corretora XP Investimentos serão os coordenadores da oferta de ações.
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As ofertas de ações da Priner (PRNR3)
Vale lembrar que, em outubro de 2023, a Priner (PRNR3) decidiu cancelar o processo de oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias (follow-on) que havia anunciado um mês antes.
O objetivo da oferta era levantar até R$ 280 milhões para possíveis aquisições de empresas nos segmentos de infraestrutura, inspeção, serviços industriais e outros — mas a empresa decidiu voltar atrás no follow-on citando a “volatilidade do mercado de capitais”.
O follow-on seria a primeira oferta de ações subsequente da Priner após a abertura de capital na bolsa brasileira em fevereiro de 2020. O chamado “mini-IPO” movimentou R$ 200 milhões na época.
Relembrando, a Priner nasceu de uma divisão da Mills (MILS3) que foi vendida em 2013 para a gestora de private equity Leblon Equities.
Hoje, a companhia atua no segmento dos serviços industriais e atende grandes indústrias em cinco frentes: isolamento térmico, acesso, pintura, inspeção e limpeza.
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