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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

PREJUÍZO BILIONÁRIO

20 mil pessoas devem  ficar desempregadas — e a culpa é do “trimestre decepcionante” do Citi

O Citi registrou um prejuízo de US$ 1,8 bilhão no quarto trimestre de 2023, pressionado por por encargos de US$ 3,8 bilhões

Camille Lima
Camille Lima
12 de janeiro de 2024
19:41 - atualizado às 19:21
Fachada da sede do Citi
Fachada da sede do Citi - Imagem: Shutterstock

Se por aqui, o fim de semana mostra sinais de frente fria, no resto do globo, o “sextou” de hoje chega “carregado” de notícias negativas para milhares de funcionários do Citigroup (Citi). Depois de um prejuízo bilionário e um “quarto trimestre claramente decepcionante”, o banco anunciou que vai demitir 20 mil trabalhadores, de acordo com informações da Reuters.

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A instituição pretende reduzir sua força de trabalho global — atualmente em torno de 239 mil pessoas — em cerca de 8% até 2026, segundo o diretor financeiro (CFO) do Citi, Mark Mason.

“O quarto trimestre foi claramente decepcionante. Sabemos que 2024 é crítico”, disse a CEO Jane Fraser, em teleconferência com analistas a qual a agência de notícias teve acesso. 

Mas os cortes não param por aí. Além das demissões na própria equipe, o Citi pretende atingir um nível de 180 mil funcionários após a cisão e listagem de sua unidade mexicana Banamex — que resultarão na extinção de outros 40 mil empregos.

Outros números do Citi no 4º trimestre

O Citi registrou um prejuízo de US$ 1,8 bilhão no quarto trimestre, segundo os documentos enviados à SEC, a xerife do mercado de capitais norte-americano.

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A perda foi resultado de encargos de US$ 3,8 bilhões, que incluíam despesas de reorganização da companhia, uma reserva relacionada a desvalorizações cambiais e instabilidade na Argentina e na Rússia e um pagamento de US$ 1,7 bilhão para reabastecer um fundo de seguro de depósitos do governo.

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De acordo com o balanço, o banco espera reportar entre US$ 700 milhões e US$ 1 bilhão em encargos este ano relacionados a custos de indenizações e à reestruturação da companhia.

A expectativa é que, em duas semanas, o banco anuncie mais mudanças organizacionais, de acordo com um e-mail aos funcionários visto pela Reuters

A CEO Jane Fraser afirmou no memorando interno que a simplificação da estrutura do Citi deve ser parcialmente concluída neste trimestre — resultando na economia de US$ 1 bilhão e eliminando cerca de 5 mil empregos, principalmente na área de gestão.

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“Sempre que uma indústria ou empresa passa por este tipo de reduções, isso prejudica o moral”, disse o CFO da empresa. De acordo com o executivo, os cortes de pessoal não afetarão o crescimento da receita.

A receita do Citi recuou 3% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2022, para US$ 17,4 bilhões no fim de dezembro.

A receita da divisão comercial caiu 19% na mesma base, para US$ 3,4 bilhões, pressionada pela diminuição nas receitas de renda fixa após a desaceleração das taxas de juros e dos mercados cambiais, além de perdas na Argentina.

Ao mesmo tempo, as receitas bancárias aumentaram 22%, para US$ 949 milhões, enquanto as receitas do banco nos EUA subiram 12%, para US$ 4,9 bilhões.

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