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A BlackRock aumentou a fatia que detém na companhia e atingiu uma participação acionária de 5,075% do total de ações preferenciais classe A
Em um pregão morno para a bolsa brasileira, as ações da Usiminas (USIM5) atraem os holofotes dos investidores e lideram os ganhos do Ibovespa na tarde desta quarta-feira (17).
Por volta das 15h15, os papéis da siderúrgica subiam 4,05%, negociados a R$ 8,47. No ano, os ativos ainda amargam queda de aproximadamente 5,9%.
O desempenho positivo vem na esteira da notícia de que a BlackRock aumentou a fatia de ações que detém na companhia.
Segundo comunicado enviado à CVM, uma das maiores gestoras do mundo atingiu uma participação acionária de 5,075% do total de ações preferenciais classe A (USIM5) e de 0,272% do total de papéis ordinários (USIM3) emitidos pela empresa.
A BlackRock ainda detém 2,867% do total de ações USIM5 a partir de instrumentos financeiros derivativos referenciados em papéis preferenciais com liquidação financeira.
“O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia”, escreveu a gestora.
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Mas a aquisição de ações por parte da BlackRock não é o único fator que impulsiona a Usiminas na bolsa hoje.
Mais cedo nesta quarta-feira, o Bradesco BBI manteve recomendação de compra para os papéis — e destacou que mantém preferência por USIM5 entre as siderúrgicas brasileiras.
Os analistas reduziram o preço-alvo de R$ 11,50 para R$ 11 para o fim de 2024, implicando em uma valorização potencial de 35% em relação ao fechamento.
Segundo os analistas, a ação USIM5 atualmente é negociada a um múltiplo de 5,4 vezes a relação valor de firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) de 2024.
A visão otimista do banco se baseia nas perspectivas positivas de recuperação do balanço financeiro ao longo do segundo semestre deste ano, que deve ser impulsionado pela redução de custos e por uma maior eficiência.
A empresa ainda pode ser beneficiada pelas novas tarifas de importação de aço no segundo semestre, que deve diminuir a pressão por materiais importados, segundo os analistas.
Para o Bradesco BBI, os elevados preços do minério de ferro também devem ajudar a divisão de mineração da Usiminas, especialmente diante da retomada da instalação de tratamento de minério Leste até o fim de 2024.
Nas contas do banco, a Usiminas deve entregar um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado de R$ 2,6 bilhões em 2024, praticamente o dobro do montante registrado no ano passado, de R$ 1,3 bilhão.
*Com informações de InfoMoney e Valor
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