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Com o anúncio, a Biomm conquistou R$ 1,2 bilhão em valor de mercado na B3; a comercialização do similar do Ozempic deve ainda passar pelo crivo da Anvisa
A exclusividade da caneta de emagrecimento Ozempic, da Novo Nordisk, está com os dias contados no Brasil — e uma empresa de biotecnologia já começou a “engordar” a sua valorização de mercado em terras brasileiras.
A Biomm (BIOM3) firmou um acordo com a farmacêutica indiana Biocon para distribuir com exclusividade a semaglutina — principal ativo das “canetas emagrecedoras” no país. Isso deve acontecer após a expiração da patente do Ozempic no fim de 2026.
O resultado quase imediato da parceria foi a disparada das ações BIOM3, que saltam mais de 30% para a maior alta da B3 desta quarta-feira (17). Por volta de 13h10 , os papéis da companhia subiam 36,36%, a R$ 15,15. No fim do dia, as ações fecharam com alta de 38,16%, a R$ 15,53. Siga os mercados.
Após o anúncio do acordo, a empresa superou a marca de R$ 1 bilhão de valor de mercado.
Vale ressaltar que o medicamento Ozempic é comercializado no Brasil entre R$ 774,34 a R$ 1.013,09, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgados ontem (16).
Em 2023, a Novo Nordisk apresentou faturamento de R$ 3,1 bilhões no país apenas com as vendas da “caneta emagrecedora”, de acordo com a IQVIA.
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O medicamento semaglutina, conhecido pela marca Ozempic, foi aprovado e vendido no Brasil há pouco mais de dois anos para o tratamento de diabetes tipo 2 e para doenças cardiovasculares.
Por inibir o apetite, muitas pessoas têm utilizado o remédio para emagrecer — ainda que não haja indicação para o tratamento de obesidade.
E, até o momento, não houve a distribuição do medicamento de outras empresas fabricantes além da dinamarquesa Novo Nordisk no Brasil.
Agora, o acordo firmado pela empresa de biotecnologia Biomm prevê o desenvolvimento, fabricação e fornecimento do medicamento pela farmacêutica indiana Biocon.
Contudo, a importação, comercialização e distribuição do medicamento — que cabem à Biomm — ainda devem passar pelo crivo da Anvisa para a obtenção do registro.
Além disso, a publicação do preço e expiração da patente ficarão a cargo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
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