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A dona da bolsa registrou volume médio diário de negociações 8,8% menor em maio na comparação anual; Goldman Sachs mantém a recomendação
Entre os princípios que estão sempre na cabeça dos investidores, a frase “sell in may and go away” foi colocada para valer no mês passado. O principal índice da bolsa brasileira caiu mais de 3% em maio — mas essa não foi a única perda sentida pela B3.
No mesmo mês, a dona da bolsa registrou volume médio diário de negociações (ADTV) de R$ 24,7 bilhões no mês, queda de 3,4% na comparação com abril. Na comparação com maio de 2023, o recuo foi de 8,8%, segundo dados da B3.
Nesta quinta-feira (13), os investidores reagem aos números — negativamente. As ações da B3 começaram o dia na liderança das perdas do Ibovespa, com recuo de mais de 3%.
A tendência de queda seguiu durante o pregão e os papéis B3SA3 encerraram com queda de 2,79%,, a R$ 10,11. Confira a cobertura dos mercados.
O resultado, porém, não foi de todo ruim, na visão do Goldman Sachs. Os totais trimestrais do volume diário ainda estão 4% acima das estimativas do banco.
Os maiores volumes financeiros vieram do mercado à vista de ações, com R$ 23,8 bilhões na média diária — o que representa um recuo mensal de 3,2% e uma queda anual de quase 9%, ainda de acordo com a B3.
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A diminuição do volume financeiro das ações apresenta uma tendência “significativamente” menor para junho, a R$ 19,6 bilhões, afirmam os analistas Tito Labarta, Tiago Binsfeld, Beatriz Abreu e Lindsey Shema.
No mercado de derivativos, as receitas caíram e estão 3% abaixo das projeções do banco na comparação trimestral, com volumes piores que o esperado, “apesar das receitas adicionais do primeiro mês completo de futuros de criptoativos, lançado em 17 de abril”, dizem os analistas.
A B3 informou ainda que o número de contas ativas — investidores físicos e institucionais — chegou a 5,962 milhões em maio. O número milionário é 3,6% a menos do que um ano antes.
Em relação a abril, houve leve queda de 0,1%.
Especificamente, os investidores pessoa física, ou seja os CPFs cadastrados na B3, somaram 5,116 milhões, cerca de 3,3% menos que em maio de 2023.
A bolsa brasileira fechou maio com 442 empresas listadas, uma queda de 0,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Já o valor de mercado das companhias subiu 9,5% na comparação anual, para R$ 4,460 trilhões.
Mesmo com os números fracos do relatório mensal, o Goldman Sachs mantém a recomendação neutra para os papéis B3SA3 — ou seja, ainda não é hora de vender e nem de comprar.
Isso porque a ação está sendo negociada a 12,7x preço/Ebitda (P/E) em 2024, enquanto o preço-alvo do banco estima que o papel deve ser negociado a 14,3x (P/E) no fim de 2025.
O preço-alvo para as ações da B3 é de R$ 13, uma potencial valorização de 25% em relação ao fechamento da quarta-feira (12).
Os analistas, por sua vez, não desconsideram os riscos negativos para B3SA3. Entre eles estão o crescimento do volume mais lento do que o esperado, a concorrência com o anúncio recente de uma nova bolsa de valores no Rio de Janeiro e contingências cambiais.
No lado de riscos positivos está a expectativa por uma recuperação mais rápida nos mercados de crédito.
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