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Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

CAI, CAI

Fuga dos investidores? Como a B3 contribuiu para a forte queda do Ibovespa em maio; ações B3SA3 recuam 

A dona da bolsa registrou volume médio diário de negociações 8,8% menor em maio na comparação anual; Goldman Sachs mantém a recomendação

Liliane de Lima
13 de junho de 2024
15:59 - atualizado às 17:26
B3 com gráficos
Imagem: Shutterstock / Divulgação / Montagem Brenda Silva

Entre os princípios que estão sempre na cabeça dos investidores, a frase “sell in may and go away” foi colocada para valer no mês passado. O principal índice da bolsa brasileira caiu mais de 3% em maio — mas essa não foi a única perda sentida pela B3

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No mesmo mês, a dona da bolsa registrou volume médio diário de negociações (ADTV) de R$ 24,7 bilhões no mês, queda de 3,4% na comparação com abril. Na comparação com maio de 2023, o recuo foi de 8,8%, segundo dados da B3. 

Nesta quinta-feira (13), os investidores reagem aos números — negativamente. As ações da B3 começaram o dia na liderança das perdas do Ibovespa, com recuo de mais de 3%. 

A tendência de queda seguiu durante o pregão e os papéis B3SA3 encerraram com queda de 2,79%,, a R$ 10,11. Confira a cobertura dos mercados.

O resultado, porém, não foi de todo ruim, na visão do Goldman Sachs. Os totais trimestrais do volume diário ainda estão 4% acima das estimativas do banco. 

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Os maiores volumes financeiros vieram do mercado à vista de ações, com R$ 23,8 bilhões na média diária — o que representa um recuo mensal de 3,2% e uma queda anual de quase 9%, ainda de acordo com a B3. 

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A diminuição do volume financeiro das ações apresenta uma tendência “significativamente” menor para junho, a R$ 19,6 bilhões, afirmam os analistas Tito Labarta, Tiago Binsfeld, Beatriz Abreu e Lindsey Shema. 

No mercado de derivativos, as receitas caíram e estão 3% abaixo das projeções do banco na comparação trimestral, com volumes piores que o esperado, “apesar das receitas adicionais do primeiro mês completo de futuros de criptoativos, lançado em 17 de abril”, dizem os analistas.

B3: Fuga dos investidores? 

A B3 informou ainda que o número de contas ativas — investidores físicos e institucionais — chegou a 5,962 milhões em maio. O número milionário é 3,6% a menos do que um ano antes. 

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Em relação a abril, houve leve queda de 0,1%.

Especificamente, os investidores pessoa física, ou seja os CPFs cadastrados na B3, somaram 5,116 milhões, cerca de 3,3% menos que em maio de 2023. 

A bolsa brasileira fechou maio com 442 empresas listadas, uma queda de 0,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. 

Já o valor de mercado das companhias subiu 9,5% na comparação anual, para R$ 4,460 trilhões.

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Ter B3SA3 na carteira (ainda) vale a pena? 

Mesmo com os números fracos do relatório mensal, o Goldman Sachs mantém a recomendação neutra para os papéis B3SA3 — ou seja, ainda não é hora de vender e nem de comprar.

Isso porque a ação está sendo negociada a 12,7x preço/Ebitda (P/E) em 2024, enquanto o preço-alvo do banco estima que o papel deve ser negociado a 14,3x (P/E) no fim de 2025. 

O preço-alvo para as ações da B3 é de R$ 13, uma potencial valorização de 25% em relação ao fechamento da quarta-feira (12). 

Os analistas, por sua vez, não desconsideram os riscos negativos para B3SA3. Entre eles estão o crescimento do volume mais lento do que o esperado, a concorrência com o anúncio recente de uma nova bolsa de valores no Rio de Janeiro e contingências cambiais. 

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No lado de riscos positivos está a expectativa por uma recuperação mais rápida nos mercados de crédito. 

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