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A performance dos papéis reflete a queda da matéria-prima do aço no mercado internacional pelo segundo dia consecutivo
A queda dos preços do minério de ferro tem sido um pesadelo para a Vale (VALE3). A mineradora se prepara para divulgar os resultados do segundo trimestre na quinta-feira (25) e os dados de produção do período acederam a luz de alerta sobre o que pode vir por aí.
Nesta terça-feira (23), a companhia, que tem um dos maiores pesos do Ibovespa, voltar a sentir os efeitos da baixa da commodity no mercado internacional.
E a Vale não está sozinha: as ações de mineradoras e siderúrgicas caem em bloco, chamando atenção dos investidores.
O principal contrato futuro de minério de ferro negociado em Dalian, na China, caiu 3,4% hoje. A commodity já havia fechado em baixa ontem com os investidores repercutindo um movimento do Banco Central chinês que pegou o mercado de surpresa.

O banco central chinês reduziu as principais taxas de juros do país em 10 pontos-base. O corte ocorreu uma semana após dados mostrarem que o Produto Interno Bruto (PIB) da segunda maior economia do mundo não apenas desacelerou, como avançou em ritmo bem mais fraco do que o esperado.
Mais importante que o corte das taxas, é o sinal que ela envia: o afrouxamento monetário mostra que o governo está disposto a agir para aumentar a liquidez e aquecer o mercado chinês, maior produtor de aço do mundo e principal comprador do minério das companhias brasileiras.
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O problema é que a redução dos juros, além de ter sido considerada modesta, é vista como insuficiente para fazer com que o dragão asiático volte a crescer — principalmente considerando que o movimento não foi acompanhado pelo anúncio de outras ações para impulsionar a economia.
Vale relembrar que, na semana passada, a Terceira Plenária, o principal encontro do Comitê Central do Partido Comunista, terminou sem que o governo se comprometesse a fazer fortes estímulos econômicos, especialmente no que diz respeito ao setor imobiliário — que é o principal consumidor de aço e enfrenta uma crise na China.
*Com informações da Reuters
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