Em dia de alta das ações, Eletrobras (ELET3) desbanca Vale (VALE3) e entra em duas carteiras recomendadas da Empiricus para janeiro
Os analistas acreditam que os resultados, lucros e dividendos da companhia devem seguir aumentando ainda apoiados pela privatização

Com três notícias positivas no dia, a Eletrobras (ELET6) já pode até pedir música no Fantástico nesta quarta-feira (10).
A primeira foi o desempenho das ações, que fecharam o pregão em alta de 3%. O impulso para os ganhos veio do fortalecimento da aposta do mercado de que o governo não terá êxito em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que questiona a privatização.
Com a alta, vem a segunda conquista do dia: a companhia voltou, pela primeira vez desde dezembro de 2022, a registrar um valor de mercado próximo aos R$ 100 bilhões. Segundo informações do Broadcast, o market cap encerrou o dia em R$ 99,993 bilhões.
E a terceira notícia positiva é que a Eletrobras desbancou a Vale (VALE3) na preferência dos analistas da Empiricus. De acordo com relatório assinado por Felipe Miranda, CIO e estrategista-chefe da casa, e o analista e colunista do Seu Dinheiro Matheus Spiess, a ex-estatal ocupará o lugar da mineradora na carteira Oportunidades de uma Vida em janeiro
“A Eletrobras é barata, sensível a juros e com muito ‘mato alto’ para cortar desde a privatização, o que deve se traduzir em melhoria operacional e forte expansão dos lucros”, escrevem os especialistas no documento liberado hoje.
Mas a companhia não parou por aí: ela garantiu ainda um lugar em outro importante portfólio de recomendações do grupo neste mês, a Carteira Empiricus.
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Por que os analistas da Empiricus recomendam a Eletrobras (ELET6)?
Em ambas as carteiras, a tese é a mesma: os resultados, lucros e dividendos da Eletrobras devem seguir aumentando ainda apoiados pela privatização.
“Já mostramos que a Eletrobras reduziu drasticamente seu quadro de funcionários, o que ajudou bastante os resultados. Mas a verdade é que ela continua bastante ineficiente na comparação com os pares”, afirmam os analistas.
O argumento é apoiado pela variação da relação entre o número de funcionários e capacidade instalada. O indicador já caiu nos últimos anos, mas ainda está em cerca de 0,27 empregado por Megawatt (MW), contra 0,12 na Engie e 0,11 na Auren, por exemplo.
Vale relembrar que a Auren tem um caso parecido e que pode inspirar a Eletrobras: na época que foi privatizada, em 2018, a estrutura da antiga CESP contava com 0,3 empregado/MW. Ou seja, o indicador foi cortado pela metade nos últimos anos.
“Dentre todas as possibilidades de criação de valor pós-privatização, esta nos parece (e está sendo) a mais concreta e relevante, por não depender de condições de mercado, hidrologia e nem de decisões judiciais”, avalia a Empiricus.
Entre as outras frentes que podem gerar valor para os acionistas, os relatórios citam ainda o processo de “descotização” da Eletrobras — com a reversão do movimento que fez a companhia perder receitas entre 2012 e 2023 — e oportunidades de investimento em transmissão.
“Mas a privatização tem potencial de trazer ainda mais valor além do operacional. Há muito valor a ser destravado relacionados à eficiência fiscal, resolução de litígios, melhora de balanço e na política de dividendos”, resumem os analistas.
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