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A aérea respondeu um ofício da B3 que solicitou esclarecimentos a respeito das fortes oscilações registradas na cotação dos papéis desde o início do mês
Após mais um pregão de forte alta na bolsa nesta terça-feira (17), as ações da Azul (AZUL4) já registram um salto de cerca de 47% nos últimos cinco dias. E as fortes oscilações na cotação da companhia aérea — que, apesar do salto recente, ainda recuam 20% em um mês — não passaram despercebidas pela B3.
A operadora da bolsa enviou um ofício à empresa para solicitar esclarecimentos a respeito da volatilidade dos papéis. No documento, questionou se a diretoria da Azul teria conhecimento de algum fato que justificasse o movimento.
Em resposta, a companhia relembrou que, de acordo com fatos relevantes divulgados recentemente, está em "negociações ativas" com os arrendadores de aeronaves para reestruturar dívidas.
As conversas fazem parte de um plano de otimização do capital acordado no ano passado, "cujos termos envolvem, dentre outros, uma potencial substituição de tal dívida por participação societária na Azul".
No entanto, a aérea ressaltou que as negociações seguem em andamento e não há documento vinculante firmado sobre os termos e condições do eventual acordo.
Vale relembrar que, na semana passada, a Reuters informou que a Azul teria oferecido as ações da empresa aos credores como pagamento de cerca de US$ 600 milhões em dívidas (R$ 3,3 bilhões).
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“As coisas estão caminhando para uma conclusão bem-sucedida da reestruturação [da empresa] sem as vias judiciais”, afirmou uma das fontes ouvidas pela agência, acrescentando que a companhia teve um encontro com seus credores em Nova York recentemente.
Mas essas informações ainda não foram confirmadas pela Azul.
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