Um passo rumo à reestruturação? Azul (AZUL4) confirma negociações com arrendadores para quitar dívidas; ações lideram altas na bolsa
A companhia aérea afirmou, no entanto, que as discussões seguem em andamento e não há documento vinculante até o momento

A Azul (AZUL4) anunciou no domingo (15) que está em negociações com arrendadores de aeronaves para reestruturar dívidas, de acordo com um comunicado enviado à CVM.
A companhia aérea disse que as negociações têm como objetivo “otimizar a estrutura de equity no plano de otimização de capital do ano passado, cujos termos envolvem, dentre outros, uma potencial substituição de tal dívida por participação societária na Azul.”
No entanto, a companhia ressaltou que as negociações seguem em andamento e não há documento vinculante firmado sobre os termos e condições do eventual acordo.
“Da mesma forma, tais negociações não excluem ou limitam outras discussões e modelos para otimização da estrutura de capital da Azul”, afirmou a companhia, em comunicado.
O comunicado divulgado pela empresa confirma os rumores recentes de que a Azul estaria próxima de um acordo com credores.
Na semana passada, a Reuters informou que a Azul teria oferecido as ações da empresa aos credores como pagamento de cerca de US$ 600 milhões em dívidas (R$ 3,3 bilhões).
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“As coisas estão caminhando para uma conclusão bem-sucedida da reestruturação [da empresa] sem as vias judiciais”, afirmou uma das fontes, acrescentando que a companhia teve um encontro com seus credores em Nova York recentemente.
O novo acordo também pode abrir as portas para novas captações de recursos com bondholders – detentores de títulos de dívida da companhia no exterior.
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Ações da Azul (AZUL4) ensaiam recuperação
Na última sexta-feira (13), as ações da Azul subiram mais de 22% após rumores sobre o acordo de reestruturação, ficando entre as maiores altas do Ibovespa na semana.
Nesta segunda-feira (16), os papéis da companhia aérea operam em alta de 8,89%, a R$ 5,43, por volta das 13h. No acumulado do ano, entretanto, a queda é de 70%.
Vale relembrar que, anteriormente, as ações despencaram com rumores de um possível pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos surgirem em meados de agosto.
No mês passado, a empresa afirmou à Reuters que não estava considerando entrar com o pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) e, de fato, ofereceria seus papéis aos credores para quitar dívidas programadas nos próximos três anos.
Não é de hoje que a Azul tenta negociar suas dívidas antes que um pedido de recuperação judicial se torne inevitável.
Em 2023, a empresa fez um acordo com credores e fabricantes de equipamentos para ceder cerca de US$ 570 milhões (R$ 3,1 bilhões) de ações avaliadas em R$ 36 na época.
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