Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
CRISE NA RÚSSIA

Wagner Group versus Putin: Entenda o conflito que abalou a Rússia em cinco pontos

O mundo acompanhou a insurreição do grupo paramilitar, que vinha sendo um importante aliado das tropas russas contra a Ucrânia

Putin acelera relógio do fim do mundo ameaça de guerra nuclear com guerra na Ucrânia
Presidente russo, Vladimir Putin - Imagem: Montagem / Seu Dinheiro

Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, as últimas 36 horas foram as mais "agonizantes" para o presidente russo Vladimir Putin — e que não foi causada pelas tropas de Volodymyr Zelensky.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste sábado (24), as atenções do mundo se voltaram para os desdobramentos da insurreição do grupo paramilitar Wagner, que vinha sendo um dos aliados do governo russo contra os ucranianos.

Embora a rebelião tenha pegado o mundo de 'surpresa', as divergências entre o grupo Wagner e o governo de Vladimir Putin já vinham acontecendo nos últimos meses.

Recentemente, as disputas entre a tropa paramilitar e o Ministério de Defesa da Rússia se tornaram públicas: de um lado, o líder do Wagner acusa as forças russas de não fornecer munição suficiente; do outro, o governo acusa o grupo de "propagando da informação".

Confira a seguir o conflito e seus desdobramentos em cinco pontos:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

1. A insurreição de Wagner

O início da tensão interna aconteceu na noite de sexta-feira (23), quando o líder do grupo mercenário, Yevgeny Priogozhin, acusou a liderança militar russa de ataque a um dos acampamentos do grupo com uma "grande quantidade" de morte.

Leia Também

A BRIGA DOS JUROS

Novo chefe do Fed já tem Trump no pescoço — e isso pode custar caro para o seu bolso

MOSQUITOS DO BEM

Por que o Google quer liberar 32 milhões de mosquitos nos EUA?

“Eles nos enganaram sorrateiramente, tentando nos privar da oportunidade de defender nossas casas e, em vez disso, caçar Wagner. Estávamos prontos para chegar a um acordo com o Ministério da Defesa para entregar nossas armas e encontrar uma solução para continuarmos a defender país. Mas esses canalhas não se acalmaram”, disse Prigozhin em uma nota de voz postada no Telegram.

Sendo assim, o ataque foi o estopim para a insurreição do grupo paramilitar, com a escalada da tensão interna no sábado (24).

O líder também prometeu  "responder a essas atrocidades" e anunciou uma "marcha da justiça" até a capital russa, Moscou. Durante o caminho, Wagner assumiu o controle da cidade de Rostov.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Wagner postou vídeos com uma rendição de 180 militares russos na fronteira de Bugaevka, na Rússia. E, ainda de acordo com as tropas mercenárias, cerca de 25 mil combatentes do Wagner já estavam armados.

2. A reação de Putin

Em meio a escalada do conflito interno, o presidente russo Vladimir Putin fez um pronunciamento à nação de cinco minutos na TV estatal.

Sem nomear o grupo, antes aliado, Putin afirmou que a situação tratava-se de uma traição, "um punhalada pelas costas".

“O que estamos enfrentando é precisamente a traição. A ambição excessiva e os interesses investidos levaram à traição. A traição de seu país, de seu povo e da causa pela qual os soldados e comandantes do Grupo Wagner lutaram e morreram, lado a lado com nossas outras unidades”, disse Putin.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Qualquer revolta interna é uma ameaça mortal ao nosso estado. Nossas ações para defender a Pátria dessa ameaça serão duras."

O Ministério de Defesa da Rússia negou as acusações do Wagner e afirmou que os comentários de Prigozhin são uma "propaganda informativa".

Em meio ao conflito, surgiram rumores de que  Vladimir Putin, havia "escapado" de Moscou em um avião que teria decolado do aeroporto da capital russa em direção à região de Tver — onde o presidente possui uma de suas residências.

Contudo, o porta-voz do governo russo afirmou que Putin estava trabalhando em seu escritório, no Kremlin.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

3. Belarus: o intermediador

Importante aliado da Rússia, Belarus assumiu o papel de intermediador entre o governo russo e o líder do Wagner, Yevgeny Priogozhin.

E, ao final do dia, por volta das 15h (horário de Brasília), um acordo foi anunciado, com a ordem de Priogozhin aos mercenários para interrupção da marcha a Moscou, a fim de evitar "derramamento de sangue". O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, foi o intermediador.

4. O acordo

O acordo firmado entre o Wagner e Putin, intermediado pelo presidente de Belarus, garantiu a "paz temporária" no território russo.

O Kremlin anunciou que não processará o líder do Wagner e nem punir os demais membros que participaram da rebelião. Além disso, os mercenários que não aderiram a revolta do grupo serão integrados ao Ministério de Defesa russo.

Em linhas gerais, o acordo prevê o exílio de Prigozhin em Belarus, bem como a sua saída do front na Ucrânia e São Petersburgo.

Contudo, até o momento, não há relator de que o líder do Wagner tenha chegado à Belarus. Muitas outras perguntas seguem sem resposta, em meio ao alívio da tensão interna, já que Prigozhin permanece em silêncio desde o anúncio do acordo com o Kremlin.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

5. Saldo do conflito: Putin enfraquecido?

Com o caos instalada durante 24 horas, não há dúvidas de que poder de Vladimir Putin ficou abalado. E, segundo especialistas consultados pela BBC, a revolta deve impactar negativamente a Rússia e beneficiar a Ucrânia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenshy, se manifestou durante a insurreição na Rússia e afirmou que "a fraqueza da Rússia é óbvia". Confira:

Em resposta e após o recuo do grupo Wagner, o governo russo afirmou que a rebelião não afetará a ofensiva militar do país na Ucrânia e que os impactos na guerra travada desde fevereiro do ano passado estão "fora de questão", segundo o secretário de imprensa de Putin, Dmitry Peskov.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações de CNBC, BBC, CNN, The Wall Street Journal, Estadão e Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
SpaceX, do bilionário Elon Musk 4 de junho de 2026 - 10:04
3 de junho de 2026 - 16:57
Ouro 2 de junho de 2026 - 19:51
2 de junho de 2026 - 14:28
Vladimir Putin, presidente da Rússia. 30 de maio de 2026 - 10:30
Ebola 26 de maio de 2026 - 12:20

ALERTA GLOBAL

Ebola: por que esse surto é diferente dos outros

26 de maio de 2026 - 12:20
25 de maio de 2026 - 17:19
arroz 25 de maio de 2026 - 15:52
Casa Branca 24 de maio de 2026 - 9:28

ATENTADO NOS EUA

O que se sabe sobre o tiroteio na Casa Branca

24 de maio de 2026 - 9:28
Logo do Federal Reserve (Fed) em uma nota de dólar 20 de maio de 2026 - 18:56
Guerra comercial, China, Estados Unidos EUA 15 de maio de 2026 - 14:15
14 de maio de 2026 - 17:00
Imagem traz pessoas formando o mapa mundi 10 de maio de 2026 - 11:11
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar