O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Depois de registrar perda de US$ 1,8 bilhão com liquidação de títulos, SVB tenta levantar US$ 2,25 bilhões
As ações de empresas do setor financeiro amanheceram em queda ao redor do mundo nesta sexta-feira. O motivo é a crise - revelada na véspera - do SVB Financial, um banco conhecido por financiar empresas cujos riscos são considerados elevados demais por atores mais tradicionais do setor.
O SVB, sigla para Silicon Valley Bank, é considerado fundamental pelas startups de tecnologia. Além de fornecer serviços bancários tradicionais, ele já entrou com bilhões e bilhões de dólares em capital de risco para projetos e empresas.
A trajetória do SVB Financial teve início há 40 anos. Ao longo das décadas, a proximidade com o setor de tecnologia tornou o banco particularmente sensível aos ciclos de alta e baixa do setor.
E essa situação ganhou uma nova amostra de ontem para hoje.
O SVB viu-se forçado a liquidar títulos, descarregando US$ 21 bilhões em suas participações em empresas. A liquidação resultou em perda de US$ 1,8 bilhão.
Paralelamente, o banco anunciou a necessidade de levantar US$ 2,25 bilhões para tapar o buraco. Quase imediatamente, a General Atlantic se dispôs e entrar com US$ 500 milhões.
Leia Também
Diante dos desdobramentos, a ação da SVB derreteu 60% no Nasdaq na quinta-feira e chegou a cair mais de 40% no pré-mercado em Wall Street nesta sexta-feira antes de se estabilizar.
Os problemas com o SVB Financial ocorrem em um momento particularmente delicado para as empresas do Vale do Silício.
A atividade de negócios de capital de risco caiu mais de 30% em 2022, para US$ 238 bilhões, de acordo com a PitchBook.
Embora essa ainda seja uma cifra historicamente elevada, a escassez de ofertas públicas iniciais e a queda contínua nas avaliações de empresas que já foram grandes sugerem mais problemas pelo caminho em 2023.
Por se tratar de um grande banco regulamentado, o SVB costuma ser visto como uma força estabilizadora no mercado de venture capital. No entanto, suas últimas manobras financeiras estão despertando o alarme entre a base de clientes da empresa.
“Psicologicamente, é um golpe porque todo mundo percebe como as coisas podem ser frágeis”, disse Scott Orn, chefe operacional da Kruze Consulting, empresa que assessora startups com serviços tributários, contábeis e de recursos humanos.
Em entrevista à CNBC, Orn qualificou o SVB como uma “jóia da coroa do Vale do Silício” e uma “marca forte” e manifestou a expectativa de que o banco supere as dificuldade, mas não descartou a possibilidade de que venha a ser adquirido por uma instituição financeira maior.
Para seus clientes, que chegam às centenas, a crise pode resultar em crédito mais caro no futuro. “Perder um importante financiador do mercado de dívida de risco pode aumentar o custo dos fundos”, disse Orn.
A crise enfrentada pelas startups tecnológicas tem levado as empresas a queimarem caixa. E há sinais de que isso tenha impactado consideravelmente a quantidade de recursos depositados no banco.
De acordo com um relatório financeiro intermediário, um dos principais problemas enfrentados pelo banco tem a ver com a quantidade de dinheiro que seus clientes estão gastando.
O total de depósitos de clientes acumula cinco trimestres de queda apesar da desaceleração no investimento de risco.
“O consumo de caixa do cliente permanece aproximadamente duas vezes maior do que os níveis anteriores a 2021 e não se ajustou ao ambiente de captação de recursos mais lento”, informa o SVB.
Em janeiro, o SVB projetava que os depósitos médios para o primeiro trimestre ficassem entre US$ 171 bilhões e US$ 175 bilhões. Essa previsão agora caiu para entre US$ 167 bilhões e US$ 169 bilhões.
Ao mesmo tempo, o SVB espera que os clientes continuem queimando caixa praticamente na mesma velocidade do último trimestre de 2022.
Analistas da DA Davidson escreveram em um relatório na quinta-feira que, em termos de gastos, “as empresas não se ajustaram ao ambiente de captação de recursos mais lento”. A casa de análise tem uma classificação neutra para as ações da SVB.
A agência de classificação de risco S&P baixou sua classificação do SVB de BBB para BBB-, apenas um degrau acima de sua classificação de calote.
Na quarta-feira, a Moody's cortou a nota do banco de A3 para Baa1, refletindo "a deterioração das condições de financiamento, liquidez e lucratividade do banco, o que levou o SVB a anunciar ações para reestruturar seu balanço".
No mercado, a preocupação de momento é com um potencial efeito de contágio.
*Com informações da CNBC.
A disparada do petróleo pode reascender a inflação global, e alguns líderes de bancos centrais ao redor do mundo já estão em alerta
O gringo está injetando dinheiro no Brasil, México e Colômbia, atraído pelo tamanho desses mercados, mas, para o investidor brasileiro, a diversificação para EUA, Ásia e Europa seguem como o mantra dos bons retornos
Com o espaço aéreo fechado desde sábado (28), cidades dos Emirados Árabes Unidos se aliam com hotelaria para administrar milhares de turistas presos no país após ataques iranianos
Para o capital estrangeiro, o Brasil não é um debate político ou fiscal, mas um balcão de oportunidades de valor; entenda por que, para o gringo, o micro das companhias vence o macro do governo — mas não para sempre
Mesmo com os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã afetando o fluxo de petróleo na região, o grupo decidiu elevar a oferta em 206 mil barris por dia
Banco avalia que risco maior está na logística global da commodity e mantém recomendação de compra para ação do setor
Aiatolá Alireza Arafi assume interinamente enquanto Assembleia dos Peritos inicia processo para escolha do novo líder supremo
O aiatolá de 86 anos era o homem mais poderoso do Irã e o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio, ocupando a posição de líder supremo por 35 anos
Depois dos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã neste sábado (28), entenda qual deve ser o posicionamento do governo brasileiro e as implicações do conflito para o País
China, Rússia, países na Europa e no Oriente Médio se manifestam após o que vem sendo considerado um dos maiores ataques dos EUA à região na história recente; confira o que as autoridades disseram
O investidor está de frente com um mundo mais perigoso; entenda quem ganha e quem perde e o que pode acontecer a partir de agora
Explosões em Teerã marcam mudança de patamar na crise geopolítica; Teerã reage e atinge alvos ligados a forças americanas na região
O Norges Bank Investment Management, responsável por gerir o fundo soberano da Noruega, revelou nesta quinta-feira (26) que está utilizando o Claude para realizar a triagem ética e reputacional de seus investimentos
Apesar do otimismo do executivo, o setor de software e serviços (SaaS) do S&P 500 amargava uma queda de quase 23% até quarta-feira (26)
Apostador tinha direito ao equivalente a pouco mais de R$ 4 mil, mas governo cruzou dados, descobriu uma dívida tributária e dificultou o saque
A casa de análise pouco conhecida destacou os riscos para vários segmentos da economia global; visão risco é compartilhada pelo papa do mercado financeiro
Donald Trump ordena divulgação de documentos oficiais sobre extraterrestres e OVNIs depois de Barack Obama afirmar que aliens existem
Com US$ 18 bilhões em chips e parcerias com Nvidia e Microsoft, a Índia acelera para planos para liderar a corrida da inteligência artificial
Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, e Daniel Goldberg, CIO da Lumina Capital, ligaram a luz amarela para essa indústria já no final do ano passado
Além do acordo envolvendo minerais, saúde, defesa, turismo e tecnologia também foram contemplados