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Israel segue respondendo com um número esmagador de ataques aéreos em Gaza. Os confrontos deixam milhares de mortos e feridos e deslocaram quase 200 mil pessoas da região.
Os combates entre Israel e o Hamas entram no quarto dia nesta terça-feira (10) com o cerco (quase) fechado a Gaza — a passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, é a única disponível para os palestinos que procuram fugir após o ataque do grupo extremista no final de semana.
Israel segue respondendo com um número esmagador de ataques aéreos em Gaza, um território densamente povoado de 365 quilômetros quadrados controlado pelo Hamas. Os confrontos fizeram milhares de mortos e feridos e deslocaram quase 200 mil pessoas da região.
O embaixador de Israel nas Nações Unidas (ONU) disse à CNN que a prioridade é “destruir as capacidades terroristas do Hamas”. Na madrugada, as Forças de Defesa de Israel (IDF) lançaram outros 200 ataques contra o que chamou de “centro de terror”.
Do outro lado das trincheiras, o Hamas ameaça matar reféns civis e transmitir as execuções caso os ataques aéreos continuem sem aviso prévio. O grupo afirma manter mais de 100 prisioneiros, incluindo oficiais do exército israelense. Segundo o embaixador de Israel na ONU disse que o número de reféns pode chegar a 150.
Richard Hecht, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), disse mais cedo que os militares israelenses haviam restaurado, de certa forma, o controle total sobre a cerca na fronteira com Gaza, após a violação no fim de semana.
Para isso, Israel precisou usar uma barreira de tanques, que foram deslocados para perto da fronteira com Gaza, enquanto também mantinha uma barreira com ataques aéreos.
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Segundo Hecht, as forças israelenses protegeram as comunidades ao redor da fronteira e estavam muito perto de completar as evacuações na área.
O foco agora, segundo o porta-voz, está nos ataques aéreos e na próxima ofensiva em Gaza.
Se, ao sul, as forças israelenses tentam sufocar o Hamas, no norte, a preocupação é outra: o Hezbollah.
O grupo extremista libanês realizou um ataque no domingo (8) a Israel e dividiu a opinião de especialistas sobre a participação na ofensiva do Hamas.
Israel e Líbano são inimigos e a entrada do Hezbollah no conflito é importante, já que o grupo tem um potencial bélico muito maior e coloca Israel em duas frentes de combate, uma no sul e outra no norte.
Um comunicado das Forças de Defesa de Israel informou que os militares israelenses estão conduzindo buscas após um relato de uma suspeita de infiltração aérea no norte das Colinas de Golã e da Alta Galiléia, perto da Síria e do Líbano.
Israel alertou os vizinhos contra a tentativa de tirar vantagem do ataque de sábado, com os militares focados diretamente em Gaza, no sul.
No final da tarde, as Forças de Defesa de Israel também informaram que foguetes foram lançados da Síria para o território israelense. Os foguetes caíram em áreas abertas e não há detalhes, no momento, de danos ou feridos. Israel teria respondido ao ataque.
Mais cedo, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse que Teerã não estava envolvida no ataque do Hamas a Israel, mas elogiou a ofensiva do grupo extremista, que deixou milhares de mortos.
“Os apoiadores do regime sionista e alguns desse regime usurpador disseram bobagens nestes últimos dias, indicando que a República Islâmica do Irã estava por detrás deste ato. Eles estão enganados”, disse Khamenei.
“Aqueles que dizem que os atos dos palestinianos provêm de não-palestinos não têm uma verdadeira compreensão do povo palestiniano e fazem cálculos errados”, acrescentou.
A escala e sofisticação da incursão do Hamas em Israel no sábado levantou questões sobre se o grupo militante poderia ter feito isso sozinho.
O vice-conselheiro de segurança nacional norte-americano, Jon Finer, afirmou que não há “
informações diretas que liguem esses ataques ao Irã neste momento, mas que os EUA acreditam que Teerã é “amplamente cúmplice” da ofensiva do Hamas em Israel.
*Com informações da CNN Internacional e da Reuters
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