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O comportamento da moeda russa é uma resposta dos investidores à tentativa de rebelião dos mercenários contra o presidente Vladimir Putin
Yevgeny Prigozhin, líder do grupo Wagner, mirou em Vladimir Putin, mas acertou mesmo foi no rublo. A tentativa de rebelião no sábado (24) não chegou perto de derrubar o chefe do Kremlin, mas foi muito eficiente em fazer a moeda russa despencar nesta segunda-feira (26).
No início do dia, o rublo caiu para seu nível mais baixo em quase 15 meses em relação ao dólar em uma de suas sessões mais voláteis neste ano, uma resposta dos investidores ao motim abortado pelos mercenários armados na Rússia no fim de semana.
A moeda russa oscila entre 87,23 — seu ponto mais fraco desde março de 2022 — e 84,25, na maior faixa de negociação vista em uma única sessão neste ano.
O rublo também recuou frente a outras moedas fortes como o euro e o yuan. Embora tenha recuperado terreno agora, a moeda russa chegou a atingir mais cedo o seu menor valor em mais de dois meses contra ambas as divisas.
A queda do rublo acontece após a demanda por moeda estrangeira disparar no fim de semana, quando os bancos russos ofereceram taxas de câmbio bem acima da oficial, de 90 por dólar.
O primeiro vice-primeiro-ministro russo, Andrei Belousov, disse que a demanda por moeda estrangeira aumentou acentuadamente em cerca de 15 regiões do país.
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"Em média, foi de cerca de 30%, mas o crescimento mais ativo na demanda por dinheiro foi registrado nas regiões do sul — Voronezh, Rostov e Lipetsk — bem como nas grandes cidades", disse Belousov. "A demanda lá aumentou cerca de 70%, 80%."
De acordo com especialistas, no momento, o pico da tensão envolvendo o fogo amigo na Rússia já passou, mas caso haja um desdobramento, o governo de Putin está pronto para apoiar o rublo.
De acordo com o Goldman Sachs, as autoridades russas têm muitos recursos para apoiar a moeda, embora paguem um preço por isso.
"Caso a resposta aos eventos do fim de semana sejam gastos adicionais, achamos que isso seria seguido por um rublo mais fraco", diz o banco em relatório.
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*Com informações da Reuters
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