O Lobo de Cashmere está rindo à toa: dona da Louis Vuitton torna-se a primeira empresa da Europa a atingir US$ 500 bilhões em valor de mercado
Ação da LVMH atingiu um novo recorde histórico depois de a empresa ter reportado receita de 79,2 bilhões de euros (US$ 87,1 bilhões) nos dados consolidados de 2022

O multibilionário francês Bernard Arnault anda com motivos de sobra para manter um sorriso de orelha a orelha. Conhecido como o Lobo de Cashmere, Arnault deixou Elon Musk comendo poeira no início do ano, quando consolidou-se como o único trilionário do mundo. Em reais, é verdade. Agora, como de costume, a boa nova vem da LVMH, a gigante de artigos de luxo da qual o francês é proprietário.
A controladora da Louis Vuitton, Moët & Chandon e Hennessy tornou-se nesta segunda-feira a primeira empresa europeia a bater a marca de US$ 500 bilhões em valor de mercado.
O movimento ocorre na esteira da forte apreciação das ações da LVMH, que também é dona de marcas como Givenchy, Bulgari, Tiffany e Sephora.
A valorização teve como gatilho um aumento de 17% nas vendas do conglomerado no primeiro trimestre de 2023, batendo com sobra as expectativas dos analistas.
Agora a ação da LVMH atingiu um novo recorde histórico depois de a empresa ter reportado receita de 79,2 bilhões de euros (US$ 87,1 bilhões) nos dados consolidados de 2022.
O lucro de operações recorrentes atingiu 21,1 bilhões de euros, no segundo ano consecutivo de resultados recordes.
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O que está bom ainda pode melhorar para a Louis Vuitton
O CEO da LVMH, Bernard Arnault, é atualmente a pessoa mais rica do mundo. De acordo com o ranking diário da Bloomberg, a fortuna do Lobo de Cashmere era de US$ 212 bilhões nesta segunda-feira.
Grande parte dessa riqueza deriva das ações da LVMH. Mas o que está bom para Bernard Arnault ainda pode melhorar.
A empresa com sede em Paris acredita que deve se beneficiar da reabertura da economia na China, já que a retomada das viagens deve trazer de volta os consumidores de alta renda.
Entretanto, a LVMH não deve ser a única beneficiária desse movimento.
A expectativa de uma recuperação nos gastos do consumidor chinês também impulsionam os preços das ações de outros grupos de luxo, como Richemont, Kering e Burberry.
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Mercado de luxo é porto seguro em tempos de volatilidade
O fato é que o senso comum pode nos levar a questionar a capacidade das marcas de luxo de resistirem às crises.
Mas há uma lógica para que empresas como as que compõem o portfólio da LVMH não apenas resistam, como também prosperem em momentos turbulentos como o atual.
Marc Schartz, gestor de portfólio de ações europeias na Janus Henderson Investors, aponta algumas características comuns entre essas marcas. Alta barreira de entrada, escassez de oferta e pouca variação nos preços são algumas delas.
“Esses três pontos são mais ou menos pronunciados quando se olha para diferentes marcas, mas no geral eles explicam por que o espaço de luxo muitas vezes funciona como um porto seguro em tempos de volatilidade econômica”, explicou Schartz.
Ainda de acordo com ele, é improvável que as marcas estabelecidas sejam substituídas. Além disso, o poder de mercado evita que as margens de lucro sejam comprimidas durante os períodos de inflação, uma vez que o público de alta renda costuma estar protegido.
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