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Nas últimas semanas, o presidente russo tem visto um aumento acentuado de ataques nas regiões oeste, centro e sul da Rússia, bem como na capital Moscou e na Crimeia

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022. Naquele momento, a ideia de Vladimir Putin era de um domínio rápido do território ucraniano. Um ano e meio depois, o presidente russo viu seus homens morrerem no campo de batalha, sofreu reveses que levaram ao questionamento de seu poder internamente e, agora, sente a ameaça da guerra em seu quintal.
Nas últimas semanas, Putin tem visto um aumento acentuado do número de drones realizando ataques nas regiões oeste, centro e sul da Rússia, bem como na capital Moscou e na Crimeia — o território ocupado pelos russos.
De acordo com especialistas, os ataques na Crimeia, no corredor terrestre e no Estreito de Kerch — além das embarcações russas estarem sendo atacadas no Mar Negro —, a mensagem clara é que, embora a invasão tenha sido parcialmente vendida como um esforço para melhorar a segurança russa, tornou o país mais vulnerável do que antes.
“A Ucrânia está demonstrando que pode tornar a vida muito difícil para a Rússia, os russos e Putin”, disse Timothy Ash, estrategista de mercados emergentes da BlueBay Asset Management, para a CNBC.
Os ataques aéreos se intensificaram nesta semana no quintal de Putin.
Nas primeiras horas da manhã de quarta-feira (01), pelo menos seis regiões da Rússia relataram tentativas de ataques de drones — um dos quais destruiu e danificou quatro aviões de transporte militar em um campo de aviação no noroeste da Rússia.
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Mais ataques ocorreram durante a noite de quinta-feira (31), com mais drones abatidos na região de Moscou e de Bryansk, uma região no sul da Rússia que faz fronteira com a Ucrânia. Os aeroportos locais foram forçados a cancelar e adiar vários voos como resultado dos ataques.
Nos últimos meses, a Rússia também sofreu mais ataques de drones cujos alvos foram bases militares, campos de aviação e depósitos de combustível.
Os especialistas concordam que as forças ucranianas conduzem tentativas de atacar a Rússia e, muitas vezes, são auxiliadas por russos insatisfeitos com a guerra.
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Por enquanto, não. Embora os ataques ucranianos com drones estejam provocando uma dor de cabeça a Moscou em nível militar e político, analistas dizem que é pouco provável que desestabilizem o regime de Putin — a menos que um ataque afete diretamente a elite russa.
Ainda assim, se os drones continuarem a ser usados para atingir os bairros mais elitistas da capital russa, aqueles onde vivem os aliados e associados de Putin, isso poderia ser um problema para o Kremlin.
*Com informações da CNBC
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