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Apesar da contradição, a Rússia é membro permanente do Conselho de Segurança e deve ficar um mês no posto em substituição a Moçambique
Parece mentira de 1º de abril, mas não é. A Rússia assume a presidência rotativa do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), órgão encarregado de "manter a paz e a segurança" do mundo, neste sábado (1º) — mesmo com a continuidade da guerra do país contra a Ucrânia por mais de um ano.
Apesar da contradição, a Rússia é membro permanente do Conselho de Segurança e deve ficar um mês no posto em substituição a Moçambique.
Isso porque a presidência do órgão é rotativa entre 15 membros, com duração de 30 dias e a ordem é programa do início de cada ano, a partir da ordem alfabéticas dos nomes dos países quem compõem o colegiado em inglês.
Sendo assim, o país de Vladimir Putin "chefiará" o Conselho durante abril. No mês seguida, é a vez da Suíça.
Durante a permanência na presidência do Conselho de Segurança da ONU, a Rússia deve desempenhar algumas funções administrativas, tais como:
Por outro lado, a presidência não é necessariamente o cargo de maior poder do colegiado, sendo uma função mais "simbólica". Isso porque são os membros permanentes que possuem o poder de veto.
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Vale lembrar que a última vez que a Rússia foi presidente do órgão, o país havia acabado de entrar em guerra contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou que a Rússia na presidência rotativa do Conselho Nacional da ONU "é um tapa na cara da comunidade internacional". Confira:
Além da Rússia, os Estados Unidos, a China, a França e o Reino Unido são os membros permanentes do Conselho da ONU, que significa, entre outras medidas, o poder de veto.
Ou seja, em decisões do colegiado, que incluem os 15 países membros, apenas os permanentes têm o poder de rejeitar qualquer resolução, independentemente da quantidade de votos a favor da proposta em questão.
Em 1946, o Conselho de Segurança da ONU foi criado com o objetivo de promover a paz mundial, de forma assertiva, a partir de instrumentos diplomáticos e militares.
*Com informações de CNN
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