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As urnas se fecham às 17h e, por se tratar de uma eleição com votos impressos, os resultados só devem sair depois das 19h
Mais de 13 milhões de equatorianos vão às urnas neste domingo (20) para eleger o substituto do presidente conservador Guillermo Lasso, que convocou eleições antecipadas no Equador para interromper o próprio processo de impeachment e invocou a emenda da Morte Cruzada.
Os candidatos se comprometeram a combater o crime e melhorar a economia do país, que passa por dificuldades, em meio ao aumento acentuado da violência atribuída a traficantes de drogas e problemas como o desemprego, que aumentaram a migração.
A insegurança no Equador se tornou trágica na semana passada, quando Fernando Villavicencio, ex-jornalista investigativo e parlamentar, foi morto a tiros enquanto saía de um evento de campanha.
"O novo governo deve ser mais decidido e corajoso", disse Milton Oleas, de 67 anos, trabalhador da construção civil. "O presidente não pode duvidar do que faz e deve ser valente na tomada de decisões."
Os candidatos, que reforçaram a segurança e mantiveram suas agendas limitadas desde o assassinato, estavam realizando comícios e outros eventos em todo o país.
Um candidato precisa obter 50% dos votos, ou 40% se estiver 10 pontos à frente de seu rival mais próximo, para ser eleito no primeiro turno. Caso contrário, um segundo turno ocorrerá em 15 de outubro.
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As urnas se fecham às 17h e, por se tratar de uma eleição com votos impressos, os resultados só devem sair depois das 19h, mas a expectativa é de que a presidência e a vice-presidência já tenham números consolidados.
Veja os nomes:
Protegida do ex-presidente Rafael Correa, liderava as pesquisas antes do assassinato de Villavicencio com cerca de 30% das intenções de voto. Não foram publicadas novas pesquisas desde então.
González prometeu usar US$ 2,5 bilhões das reservas internacionais para sustentar a economia em dificuldades se for eleita e trazer de volta os programas sociais implementados por Correa — que já foi condenado por corrupção — durante seu período de uma década no poder.
"Mão firme contra o crime, contra a violência e contra as gangues criminosas, mas uma mão solidária e de amor ao nosso povo", disse González no comício de quarta-feira, no qual Correa participou remotamente do México. "Vamos assumir o controle do país. É hora de erguer a pátria com dignidade."
O candidato ambientalista indígena Yaku Perez, que ficou entre os cinco primeiros dos oito candidatos nas últimas pesquisas, prometeu um governo do povo durante uma manifestação matinal em Quito.
Vale ressaltar que a população majoritariamente composta por populações de indígenas e mestiços sempre foi historicamente deixada de lado pela classe política do país — motivo de tantas convulsões sociais ao longo dos anos. Perez tenta capturar parte desse eleitorado por ser um dos candidatos descendentes de indígenas.
O partido de Villavicencio tinha programado um memorial em Quito em homenagem ao candidato morto.
Seu substituto, Christian Zurita, cuja candidatura foi oficialmente aprovada pelo conselho eleitoral na noite de quarta-feira (16), prometeu equipar melhor a polícia e consagrar protocolos de inteligência para combater o crime, usando empréstimos internacionais para fortalecer programas sociais.
O assassinato de Villavicencio gerou mais uma situação complicada. Não houve tempo de alterar a cédulas de papel para a votação — ou seja, o rosto de Zurita não consta entre os candidatos.
Os candidatos empresários Otto Sonnenholzner e Jan Topic planejaram comícios em Guayaquil, onde a violência é intensa, e ambos prometeram reativação econômica e segurança.
*Com informações da Reuters, Agência Brasil e do jornal La Hora
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