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Segundo Gary Gensler, a inteligência artificial pode promover o comportamento de rebanho e dificultar a diversificação

Várias autoridades globais já disseram que a próxima crise econômica mundial será provocada pelas mudanças climáticas. No mercado financeiro, no entanto, o vilão será outro: o ChatGPT e as ferramentas de inteligência artificial.
Quem diz isso é Gary Gensler, presidente da Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM dos EUA). Segundo ele, a inteligência artificial aumenta o risco de uma crise financeira.
"Esta tecnologia será o centro de futuras crises, futuras crises financeiras", disse Gensler em entrevista ao Dealbook. "Tem a ver com este poderoso conjunto de ferramentas em torno de escala e redes", acrescentou.
Essa não é a primeira vez que o chefe da SEC faz o alerta. No mês passado, ele disse que, embora a inteligência artificial seja "a tecnologia mais transformadora de nosso tempo", ela pode promover o comportamento de rebanho e dificultar a diversificação entre os investidores.
Segundo Gensler, algumas empresas de inteligência artificial fornecerão a maioria das ferramentas das quais os negócios e as finanças dependem.
Quanto mais centralizado o sistema se torna, mais todos dependerão das mesmas informações — o que torna mais provável uma falha.
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Ele explica ainda que com a inteligência artificial aumentando a interconexão financeira, o risco de um setor pode se espalhar descontroladamente para outros.
O chefe da SEC afirma ainda que os modelos de inteligência artificial como o ChatGPT podem colocar as prioridades das empresas à frente das dos investidores.
Ele questiona se as empresas divulgarão suas descobertas antes de elas mesmas agirem.
Para contornar essa questão, a SEC propôs uma regra em julho com o objetivo final de evitar esse conflito de interesses.
"Você não deve colocar o consultor à frente do investidor, não deve colocar o corretor à frente do investidor", disse Gensler.
Ele acrescentou que as empresas devem ser responsabilizadas por proteger os consumidores de sua própria tecnologia.
"Conselheiros de investimento sob a lei têm um dever fiduciário, um dever de cuidado e um dever de lealdade para com seus clientes. E se você estiver usando um algoritmo, você tem o mesmo dever de cuidado", acrescentou.
*Com informações do Markets Insider
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