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Plano do ‘fim do mundo’: governo da Argentina quer implementar medidas para controlar a crise do dólar no país — antes de Fernández pendurar as chuteiras

Os anúncios de aumento da taxa de juros e maior intervenção do Banco Central da Argentina no câmbio não devem surtir efeitos imediatos, segundo analistas

Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A Argentina passa por uma das piores crises cambiais de sua história recente. Nos últimos meses, o dólar evaporou dos cofres públicos, gerando uma inflação que supera os 108% ao ano. Uma seca recente na lavoura piorou ainda mais a situação do país vizinho. 

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E a poucos meses de deixar o comando do país, o governo de Alberto Fernández anunciou um pacote de medidas nesta segunda-feira (15) para tentar tirar a faca do pescoço dos argentinos. 

Entre as providências tomadas pelo governo, estão o aumento da taxa de juros para 97% ao ano — um avanço de 6,0 pontos percentuais —, além da intervenção direta do Banco Central da República Argentina (BCRA) no câmbio do país.

Nesse cenário, dois nomes ganharam protagonismo desse pacote “anticrise”: o ministro da Economia, Sergio Massa, e o diretor-geral de aduanas (o equivalente ao secretário de comércio exterior no Brasil), Guillermo Michel.

Michel informou que deve cortar as tarifas de importação de alimentos para controlar os preços frente à desvalorização da moeda local. Já Massa fará uma viagem à China no próximo dia 29 para buscar apoio para exportações em yuan (nome popular do renminbi, a moeda chinesa).

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Confira as principais medidas anunciadas pelo governo nesta segunda-feira:

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  • Aumento da taxa de juros para 97% ao ano;
  • Intervenção no câmbio do país por meio do BCRA para controle da desvalorização cambial;
  • Novos acordos com o FMI para controle da dívida; 
  • Intensificação das relações comerciais com a China e com o banco dos BRICS;
  • Corte na taxa fixa de financiamentos com cartão de crédito para 9% visando a estimular o comércio local;
  • Plano de austeridade fiscal. 

Argentina X FMI: uma batalha sem fim

Não bastasse a escassez de dólares — que fez a inflação disparar 108,8% em 12 meses —, a Argentina ainda tem uma dívida atualizada de US$ 44 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI), feita através de um programa de empréstimos.

Uma das exigências feitas pelos credores é a desvalorização da moeda local (mecanismo conhecido como crawling peg, no jargão do mercado). Esse cenário é bom para os exportadores mas ruim para quem usa a moeda — no caso, a população Argentina.

O governo, entretanto, tenta conter o ritmo de desvalorização do peso frente ao dólar junto ao BCRA por meio de propostas que equilibrem o poder de compra da população.

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Uma das medidas propostas é baixar para 9% uma das taxas de juros fixas para empréstimos feitos para compras de produtos locais com cartão de crédito, visando estimular as compras de itens nacionais.

Mas dificilmente o FMI dará espaço para os hermanos respirarem. Vale lembrar que o ministério da Economia já conseguiu flexibilizar boa parte das metas impostas pelo fundo para sanar a dívida. Sendo assim, é pouco provável que o governo ganhe uma nova vitória para liberar novos créditos.

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Contra o relógio e antes das eleições

Para analistas ouvidos pelo jornal local Clarín, as medidas são um “repeteco” de tudo que já foi anunciado antes pelo governo. Mesmo o “novo plano de austeridade fiscal” trouxe poucas novidades.

Ou seja, nenhuma dessas medidas deve ter efeito imediato na inflação ou na situação caótica da economia do país. Esse turbilhão de problemas ainda acontece poucos meses antes das eleições argentinas.

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Alberto Fernández não disputará a reeleição, deixando em seu lugar do lado peronista (o equivalente à esquerda) pela coalizão Frente de Todos o próprio Sérgio Massa. Seu sucesso político dependerá — e muito — do plano para salvar a economia.

Já com uma ascensão meteórica, Javier Milei, líder do partido La Libertad Avanza e integrante da coalizão Juntos por el Cambio (JxC), é um dos pré-candidatos com chances de sair à frente nas pesquisas eleitorais próximas ao pleito.

O crescimento da linha de centro-direita e extrema direita na América Latina deu voz à Milei, cuja coalizão de partidos conta com a presença do ex-presidente Mauricio Macri, que governou a Argentina entre 2015 e 2019. 

Como funcionam as eleições na Argentina

Os partidos terão até 13 de agosto para apresentar seus pré-candidatos no chamado Paso (Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias), o que explica o grande número de candidatos e poucas pesquisas de intenção de voto no país até o momento.

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Os vencedores disputam a eleição oficial em 22 de outubro e, em caso de segundo turno, em 19 de novembro. Enquanto isso, as eleições para governador por lá desenham uma vitória da Frente de Todos em boa parte do país. No entanto, a vitória do Juntos por el Cambio em algumas províncias preocupa. 

Desde o início do ano, muita coisa mudou no cenário argentino. A desistência de Fernandéz e sua vice-presidente, Cristina Kirchner, da corrida eleitoral, deu fôlego para “nanicos” da política local. Até agosto, o panorama geral pode mudar ainda mais.

*Com informações do Clarín, La Nación e Banco Central da Argentina

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