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Empresário discorda do valor que tem a pagar pela marca Topper, que pertencia à Alpargatas, e diz que tentou negociar um ajuste no preço
Acusado pela Alpargatas (ALPA4) de dar um calote no pagamento da compra da marca Topper, o empresário Carlos Wizard Martins se disse vítima de uma "tentativa de intimidação".
O empresário "pendurou a conta" da primeira parcela da aquisição, fechada em 2019. Ele deveria ter pago R$ 89,7 milhões no último dia 6 de março, de acordo com a Alpargatas.
Com o calote, a empresa — que também é dona da marca Havaianas — decidiu cobrar antecipadamente o valor total da dívida, de R$ 266 milhões.
Em nota, Wizard afirmou discordar do valor estimado do saldo remanescente da aquisição. O empresário alega inconsistências no reembolso de indenizações; divergências sobre a dívida liquida da companhia; demandas de terceiro de responsabilidade da Alpargatas; e atos governamentais ocorridos na Argentina.
Desta forma, representantes de Wizard procuraram a Alpargatas ao longo de 2022 para negociar um ajuste no preço de aquisição. Ou seja, antes do calote na dívida.
Como a dona das Havaianas não mostrou interesse em discutir os valores, ele abriu uma arbitragem contra a companhia.
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“Além de estranhamente não dar publicidade à arbitragem proposta em 24/08/2022, a Alpargatas hoje comunicou ao mercado uma ação judicial que desconheço e que me causa enorme estranhamento, já que não se trata do foro eleito pelas partes em contrato”, afirmou, na nota.
A Alpargatas vendeu a Topper e a Rainha no Brasil para Carlos Wizard em 2016. Dois anos mais tarde, o empresário adquiriu os direitos da Topper na Argentina e no resto do mundo.
É justamente essa segunda parte do negócio que Wizard deixou de pagar, de acordo com a dona da Havaianas. Assim, a Alpargatas decidiu entrar com processo de execução judicial contra o empresário
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