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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

MINERADORA EM FOCO

É hora de comprar VALE3? Vale é a mineradora favorita do Itaú BBA e ação pode subir até 15% neste ano

A Vale foi eleita a escolha favorita do Itaú BBA no segmento de siderúrgicas e mineradoras na América Latina e agora possui recomendação de “outperform” pela casa de análise

Camille Lima
Camille Lima
17 de março de 2023
13:02 - atualizado às 12:00
NÃO USAR Logo da Vale (VALE3); estágio
Vale (VALE3) - Imagem: Washington Alves/Reuters

Os dias nublados da Vale (VALE3) parecem ter chegado ao fim. Depois de ter sido rebaixada em 2022, após o setor siderúrgico e de mineração mostrar sinais de melhora na China, a Vale foi eleita a escolha favorita do Itaú BBA no segmento de S&M na América Latina.

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O banco elevou a recomendação de neutro para "outperform" — isto é, acima da média do mercado, com recomendação de compra — para as ações da empresa negociadas na B3 e para as ADRs listadas no exterior. 

Apesar da visão mais otimista, os analistas mantiveram intactos os preços-alvo para os ativos, com o valor para VALE3 em R$ 94 para 2023, equivalente a um potencial de alta de 14,9%, com base na cotação do último fechamento.

Já para a ADR da mineradora, a casa de análise fixou o preço de US$ 18 por ativo VALE negociado na bolsa de valores de Nova York (NYSE), implicando numa valorização potencial de até 15,6% para o fim deste ano.

Segundo o banco, a decisão de manter os preços-alvo inalterados foi devido à compensação da melhoria operacional da Vale pelo aumento nas premissas de custo de capital próprio.

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Por que o Itaú elevou a recomendação para Vale (VALE3)

A tese mais otimista do Itaú BBA para as ações VALE3 baseia-se em três pilares. Na visão dos analistas, depois da desvalorização recente das ações na B3, a Vale passou a ter uma proposta atraente de risco-recompensa.

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O banco revisou a estimativa de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português) da Vale para US$ 22,8 bilhões em 2023, equivalente a um crescimento de 14% frente à projeção anterior, devido à expectativa de alta nos preços de minério de ferro.

Para o próximo ano, a projeção de Ebitda consolidado é de US$ 19,4 bilhões, cerca de 11% maior em relação à estimativa anterior.

O banco projeta um retorno total aos acionistas de 25% para 2023, já considerando cerca de 10% de dividend yield, com a ação negociada a 3,5 vezes o valor da companhia em relação ao Ebitda ajustado deste ano.

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Segundo os analistas, o múltiplo “parece barato em relação aos níveis históricos e agora implica um desconto de cerca de 25% a 30% para as mineradoras australianas, acima da média histórica”.

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Minério de ferro mais caro

Além das projeções para Vale (VALE3), o Itaú projeta que os próximos meses devem manter a dinâmica mais apertada do mercado de minério de ferro, uma vez que a China vem dando sinais de melhora da indústria.

“Um mercado apertado levou a uma revisão para cima de nossa curva de preço do minério de ferro”, escreveram os analistas, em relatório.

O banco elevou a estimativa de preço médio do minério de ferro em US$ 10 por tonelada, para US$ 115/ton para 2023, e elevou em cinco dólares a tonelada para o ano seguinte, para US$ 95/ton em 2024.

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A dinâmica de oferta e demanda mais apertada para a indústria de minério de ferro permaneceria até, pelo menos, o terceiro trimestre deste ano, segundo o Itaú.

Isso porque o banco espera adições de capacidade limitadas pelas principais empresas australianas do setor, um leve declínio na produção entre os mineradores juniores na Austrália e acréscimos de capacidade menores do que o previsto no Canadá e no Brasil.

“Do lado da demanda, projetamos um aumento de 1% na produção global de aço em relação ao ano anterior, impulsionado por uma melhora fora da China.”

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