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Lucro da Taesa, queridinha dos investidores que gostam de ter dividendos pingando na conta, caiu 94,6% no quarto trimestre, para R$ 22,8 milhões
Empresa queridinha dos investidores que gostam de ter dividendos pingando na conta, a Taesa (TAEE11) registrou lucro líquido de R$ 22,8 milhões no quarto trimestre de 2002.
O resultado pelas normas contábeis internacionais (IFRS) representa uma queda de 94,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano, o lucro da empresa de transmissão de energia recuou 34,5%, para R$ 1,449 bilhão.
Entre os fatores que derrubaram o resultado da Taesa está a queda da inflação, que se reflete na correção dos contratos das concessões da companhia.
Apesar da queda no lucro, a empresa manteve a tradição de boa pagadora de dividendos e distribuiu quase R$ 1,7 bilhão aos acionistas no ano passado, incluindo uma parcela referente ao resultado de 2021.
Esse valor equivale a R$ 4,85 por Unit e representou um retorno (yield) de 14% no fechamento de 2022, de acordo com a Taesa. Ou seja, o ganho dos acionistas com dividendos superou a taxa básica de juros (Selic).
Embora o resultado pelo IFRS (base para o pagamento de dividendos) tenha caído, o lucro regulatório da Taesa cresceu 102,7% em 2022, para R$ 1,048 bilhão. Esse número costuma ser mais usado pelo mercado ao analisar o resultado da companhia. A empresa atribui o desempenho à entrada em operação operação de diversos empreendimentos no ano passado.
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A Taesa já distribuiu praticamente todos os dividendos referentes ao resultado de 2022. A parcela mais recente, no valor de R$ 460 milhões (R$ 1,34 por Unit) saiu em janeiro deste ano.
Mas a empresa informou que pretende pagar ainda R$ 26 milhões (R$ 0,08 / Unit) como proventos remanescentes. Com isso, a Taesa vai distribuir um total de R$ 1,245 bilhão aos acionistas, ou R$ 3,61 por Unit, o que representa 85,9 do lucro de 2022.
| 4T22 | 2022 | |
| Lucro líquido | R$ 22,8 milhões (-94,6%) | R$ 1,449 bilhão (-34,5%) |
| Receita líquida | R$ 509,4 milhões (-29%) | R$ 2,616 bilhões (-24,6%) |
| Dívida líquida | R$ 7,101 bilhões (+36,4%) |
Dos números acima, a dívida líquida chama atenção, com um avanço de 36,4%. Quando se considera as proporcionalmente as empresas controladas em conjunto e coligadas, a dívida líquida chega aos 9,1 bilhões. Esse valor representa 3,65 vezes o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Em comentário sobre o resultado, o analista Ruy Hungria, da Empiricus Research, afirma que os próximos anos serão mais difíceis para a Taesa.
"A companhia vai começar a contar com entrada de projetos menos rentáveis e com o fim de alguns contratos de concessão importantes no médio prazo, o que inclusive deve começar a prejudicar a distribuição de dividendos", escreveu.
Por fim, o analista apontou a ação da Alupar (ALUP11) como a favorita no setor de transmissão de energia.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
A companhia, que tenta se reestruturar, anunciou no fim do ano passado uma capitalização de R$ 797,3 milhões, voltada ao fortalecimento da estrutra financeira
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