Rotativo do cartão de crédito: as quatro empresas que estão na linha frente da nova regra — e podem se dar mal
O Citi listou as companhias que podem sentir o impacto negativo da decisão do CMN, que limitou os juros do rotativo do cartão de crédito e da fatura parcelada a 100% da dívida a partir de 3 de janeiro

Se você respirou mais aliviado com a notícia de que os juros da dívida do rotativo do cartão de crédito e da fatura parcelada não podem passar de 100% do endividamento total, o mesmo não aconteceu com algumas empresas.
Segundo o Citi, quatro grupos que atuam no varejo — seja físico, seja on-line — devem sentir os impactos da decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), que deve entrar em vigor em 3 de janeiro de 2024.
Renner (LREN3), Carrefour Brasil (CRBF3), Mercado Livre (MELI34) e C&A (CEAB3) devem estar na linha de frente da nova regra, de acordo com o banco norte-americano.
Para o Citi, naturalmente estas empresas terão mais restrições nas ferramentas de crédito, especialmente no crédito rotativo que cobra taxas de juros superiores a 15% sobre a média.
“Entendemos que a maior parte dos juros cobrados não ultrapassa 100% do principal, pois os clientes geralmente renegociam esses contratos e migram para o parcelamento”, diz o Citi em relatório.
O problema, segundo o banco, é que, ao limitar as taxas de juro, as empresas podem tornar-se mais adversas ao risco e reduzir a concessão de crédito no cartão.
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“Consequentemente, isto tem um impacto negativo nas vendas que dependem de crédito”, diz o Citi.
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Rotativo do cartão: há quem discorde
Para o Goldman Sachs, a decisão do CMN não deve provocar uma mudança estrutural no negócio do setor.
O banco norte-americano explica que a maior parte do financiamento de faturas de cartão de crédito tem prazo de cerca de um mês, o que faz com que os juros cobrados não atinjam os 100% do valor original estabelecidos pelo teto.
Segundo o Goldman, para os emissores não deve haver mudança estrutural, porque a taxa mensal do rotativo do cartão hoje gira em torno dos 15%.
Para as credenciadoras, as novas regras não têm impacto, porque não mudam a estrutura do parcelado sem juros — uma das preocupações do segmento.
No entanto, a nova regra pode limitar o apetite de crédito dos emissores de cartão, que já está restrito desde o ano passado devido ao aumento da inadimplência.
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