O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O equivalente a 53,5% do capital da GetNinjas votou contra a redução de capital, que era defendida pelo fundador e CEO Eduardo L’Hottelier
O futuro da GetNinjas (NINJ3), aos poucos, está ficando mais claro. Os acionistas da companhia recusaram a proposta da administração de redução de capital, em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (23).
A decisão representa uma vitória para a Reag Investimentos, acionista da GetNinjas que deve assumir o controle da empresa e detém quase 30% do total de ações.
De acordo com informações obtidas pelo Seu Dinheiro e confirmadas em ata da assembleia divulgada nesta noite, o equivalente a 58,92% do capital da companhia presente votou contra a redução de capital.
Apenas 41,07% do capital presente se posicionaram a favor. Os detentores de 90,5% das ações estavam presentes.
A Reag já vinha publicamente se colocando contra a redução de capital e criticando a gestão do fundador e CEO da GetNinjas, Eduardo L’Hottelier.
Com a redução de capital, o conselho de administração queria devolver R$ 223 milhões, ou cerca de R$ 4,40 por ação, aos investidores.
Leia Também
A justificativa para a operação é que os administradores consideram que o capital que a empresa possui atualmente excessivo.
Em outras palavras, é como se a companhia reconhecesse que não tem o que fazer com o dinheiro — eram R$ 270 milhões em caixa no fim do segundo trimestre.
A medida, porém, não ocorre em um momento de boa perfomance dos papéis NINJ3, que acumulam uma queda de mais de 76% desde que a companhia abriu o capital, em maio de 2021.
"Assim, reduzir o capital social da companhia para valor quase igual ao valor anterior à realização de sua Oferta Pública em cerca de 2 anos é, no mínimo, uma medida drástica e imediatista que, ao fim e ao cabo, contraria os interesses sociais da Getninjas", argumenta a Reag.
Além da redução de capital ter sido recusada, a Reag pediu durante a assembleia a instalação do conselho fiscal com o objetivo de melhorar a governança corporativa da empresa.
Por isso, foram eleitos para o conselho Alexandre Yoiti Fujimoto, Marco Folla de Renzis e Savério Orlandi.
Os eleitos assumirão os cargos do após a assinatura da posse em assembleia geral ordinária que vai deliberar sobre as demonstrações dinanceiras da GetNinjas.
Nas últimas semanas, L’Hotellier se preparou para a assembleia comprando mais ações da GetNinjas, passando de 18% para pouco menos de 25% da empresa, numa tentativa de barrar o avanço da Reag.
Já a Reag começou a aumentar a participação na companhia pouco antes do anúncio de redução de capital.
Por meio de diversas compras, ultrapassou os 25% dos papéis e chegou a 29,99% há pouco mais de uma semana, o que acionou a cláusula de poison pill.
O mecanismo, presente no estatuto da empresa, determina que quem atingir esse nível de participação do capital precisa fazer uma oferta pública de aquisição (OPA) para todos os acionistas da empresa.
Segundo a Reag, a fatia de 25% era visada para que a gestora tenha "influência na administração da companhia" e possa submeter à análise do conselho de administração e dos demais acionistas a sua "visão sobre os negócios da Getninjas, bem como oportunidades de aquisição de negócios".
A OPA deve ser feita a R$ 4,52 por ação – referente à média ponderada dos últimos 30 pregões antes do anúncio do atingimento da participação de 25%, conforme manda o estatuto.
Hoje, os papéis da GetNinjas fecharam com queda de 1,36%, cotados a R$ 4,41.
A Reag já convocou uma nova assembleia, para o dia 21 de novembro, para destituir o atual conselho de administração e eleger seu próprio, comandado pelo CEO da gestora, João Mansur.
O anúncio de que a Reag atingiu mais de 25% de fatia da GetNinjas também foi alvo de diferentes narrativas e representou uma escalada na disputa entre a gestora e a administração.
No mesmo dia que informou o mercado sobre a elevação de participação, a administração perguntou se a Reag e mais outros dois acionistas, a ARC Capital e a WHG, estariam agindo em conjunto para comprar mais ações e, consequentemente, o poder de influência sobre as decisões da companhia, insinuando um possível acordo de acionistas.
Um fundo da ARC Capital também elevou a participação na companhia na mesma época, para 9,84%. Juntas, a Arc e WHG totalizam 17,71% do capital social.
Em resposta a GetNinjas, a Reag afirmou que "não possui e não executou qualquer acordo ou contrato com outros acionistas da companhia" e acusou a administração da GetNinjas de fazer insinuações, tentando ainda induzir o mercado a erro ao apresentar um contexto distorcido sobre os fatos recentes.
A GetNinjas, por sua vez, respondeu de volta afirmando que “refuta as inverídicas ilações” feitas pela Reag.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
Regulador cita fragilidade financeira e irregularidades; grupo já estava no radar de investigações
Data de corte se aproxima enquanto caixa turbinado muda o jogo para quem pensa em investir na ação da farmacêutica
Projeções de proventos ganham fôlego com revisão do banco; veja o que muda para o investidor
Nova estrutura separa operações e cria uma “máquina” dedicada a um dos segmentos mais promissores do grupo; veja o que muda na prática
A JBS ainda considera que o cenário de oferta de gado nos EUA seguirá difícil em 2026, com o boi se mantendo caro para os frigoríficos devido à baixa no ciclo pecuário
No entanto, enquanto ela olhava para dentro de seu negócio, as concorrentes se movimentavam. Agora, ela precisará correr se quiser se manter como uma competidora relevante no jogo do varejo brasileiro
Em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X, Caio Gomes, diretor de IA e dados do Magalu, explica quais foram as estratégias para adoção da tecnologia na varejista
Após a recuperação judicial nos Estados Unidos, quase fusão com a Azul e OPA, a companhia vai voar para longe da bolsa
Com papéis na casa dos centavos, varejista tem prazo para reagir; saída de presidente do conselho adiciona pressão
Após reduzir alavancagem, varejista busca agora melhorar a qualidade do funding; entenda
A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos
Companhia propõe cortar piso de distribuição para 1% do lucro e abre espaço para reter caixa; investidor pode pedir reembolso das ações
Pagamento anunciado pelo banco será realizado ainda em 2026 e entra na conta dos dividendos obrigatórios
Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda
Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações
Com o aumento dos investimentos, as margens continuam comprimidas, então o retorno para acionistas não deve vir no curto prazo, acredita o banco. Entrada no segmento farmacêutico também deve ser gradual, com projeto piloto lançado ainda neste ano
Banco vê espaço para revisões positivas de lucro, impulsionadas por minério mais caro, disciplina de capital e resiliência da demanda chinesa
Apple lança update com foco em segurança, entretenimento e acessibilidade, em sintonia com discussões como a Lei Felca
Fundo minoritário propõe injetar capital novo na operação, mas exige antes reconfigurar a governança da companhia; entenda