Com novo recorde no pré-sal, Petrobras (PETR4) mantém estabilidade de produção total de petróleo; vendas também ficam quase no ‘zero a zero’
Relatório divulgado hoje mostra que a estatal a produziu 2,6 MMboed entre abril e junho deste ano, uma leve queda de 0,5% ante o segundo trimestre de 2022

Os investidores andam querendo saber apenas de uma coisa quando o assunto é a Petrobras (PETR4): os dividendos vão cair? A expectativa é que a estatal deve começar a reduzir os proventos a partir da divulgação de resultados do segundo trimestre de 2023.
A publicação do balanço está marcada para o início de agosto. Mas, antes disso, a estatal cumpre uma etapa importante do calendário de resultados nesta quarta-feira (26) com a divulgação do relatório de produção e vendas do período.
O documento mostra que a companhia produziu 2,6 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed) entre abril e junho deste ano, uma leve queda de 0,5% ante o segundo trimestre de 2022.
Já a produção do pré-sal bateu um novo recorde trimestral com 2,06 MMboed, o que equivale a 78% do total entregue pela petroleira. O recorde anterior, de 2,05 MMboed, havia sido registrado no 1T23.
Segundo a Petrobras, a performance foi fortalecida principalmente pelo ramp-up de produção da P-71, no campo de Itapu, e ao início dos trabalhos do FPSO Almirante Barroso, no campo de Búzios, na Bacia
de Santos.
Já a produção no pós-sal e em terra e águas rasas caiu. A estal explica que o recuo deve-ser ao maior volume de perdas com paradas e manutenções, ao desinvestimento em Albacora Leste, Polos Norte
Capixaba e Potiguar e ao "declínio natural da produção".
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No semestre, a entrega total somou 2,62 MMboed, queda da 1,4% ante os 2,68 MMboed acumulados nos primeiros seis meses do ano passado.
Como foram as vendas da Petrobras (PETR4)?
As vendas de derivados do petróleo no mercado nacional também rondaram a estabilidade ao registrar aumento de 0,3% no período com 1,7 MMbpd comercializados no segundo trimestre.
A alta foi um pouco maior, de 1,5%, na comparação com o trimestre imediatamente anterior. De acordo com a companhia, isso ocorreu graças ao incremento na competitividade da gasolina, cujo preço baixou no período à sazonalidade do consumo do GLP.
A petroleira destacou ainda que os números vieram em linha com o ano passado mesmo após a saída definitiva da REMAN da carteira da Petrobras, em novembro. A refinaria foi vendida para o grupo de distribuição de combustível Atem por US$ 257,2 milhões (R$ 1,3 bilhão).
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Presidente defende política de preços
Vale destacar que o presidente da Petrobras (PETR4), Jean Paul Prates, defendeu recentemente a política de preços da estatal — que ele chama de nova estratégia comercial. De acordo com Prates, ela começou a se mostrar factível, não inspira temores, não é interventiva e, por isso, prova que é boa para o Brasil.
Segundo o presidente, a nova estratégia atende, não a um pedido direto, mas ao processo de construção política da campanha em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu “a genial frase 'abrasileirar' os preços”.
“Abrasileirar os preços é considerar parâmetros do Brasil na formação desses preços. Da nossa parte, esses parâmetros brasileiros são a própria Petrobras, que produz aqui, entrega aqui e tem vantagens aqui”, afirmou Prates em encontro com jornalistas no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello, da Petrobras, na Ilha do Fundão, zona norte do Rio.
“Não fazia sentido a gente se igualar a quem importa de qualquer lugar, o que não quer dizer que o mercado não é competitivo, tanto é, que hoje a gente compete com qualquer refinaria do mundo. E qualquer refinaria do mundo tem direito de trazer produto para dentro do Brasil para vender para qualquer pessoa daqui”, acrescentou.
*Com informações da Agência Brasil
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