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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Disputa entre os sócios

Protagonista de disputa com a Gafisa, Esh agora acusa acionistas da Terra Santa de causarem prejuízos à companhia na fusão com a SLC (SLCE3)

Conhecida pelo ativismo, gestora alega que sócios da empresa aprovaram condições de arrendamento em desacordo com as práticas do mercado na época da fusão

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
11 de março de 2023
15:39 - atualizado às 12:29
Imagem aérea da Fazenda Paiaguás, pertencente à SLC Agrícola (SLCE3), em Diamantino (MT) fiagros fundos imobiliários
Imagem: Divulgação SLC Agrícola

A Esh Capital entrou, neste mês, com um procedimento arbitral contra um grupo de acionistas da Terra Santa Propriedades Agrícolas, informou a companhia na última sexta-feira (10).

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Por meio do seu fundo Esh Theta, a gestora acusa esses acionistas de terem causado prejuízo à companhia ao aprovarem condições de arrendamento de terras em desacordo com as práticas do mercado na época da combinação de negócios entre a Terra Santa e a SLC Agrícola (SLCE3).

Segundo a Esh, "o arrendamento de terras por 17 sacas de soja por hectare por ano não seria comutativo (ou seja, de acordo com as práticas de mercado)", informou a Terra Santa em comunicado ao mercado. A gestora, assim, entende que os acionistas que aprovaram essa operação devem ser responsabilizados por prejuízos causados à companhia.

De acordo com o comunicado, a Esh exige que os requeridos indenizem a Terra Santa pela suposta diferença entre o valor do arrendamento contratado com a SLC e o valor de mercado, além de reconhecerem que formaram um grupo de controle na companhia resultante da fusão.

Os acionistas requeridos pela Esh são:

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  • Bonsucex Holding S.A., Silvio Tini de Araújo;
  • Laplace Investimentos e Gestão de Recursos Ltda.;
  • Gávea Macro Master Fundo de Investimento Multimercado;
  • Gávea Macro Dólar Master Fundo de Investimento Multimercado;
  • Gávea Macro II Master Fundo de Investimento Multimercado;
  • Gávea Macro Plus Master Fundo de Investimento Multimercado;
  • Bradseg GIF IV Fundo de Investimento Multimercado – Investimento no Exterior;
  • Demeter Fundo de Investimento em Ações;
  • Demeter II Fundo de Investimento em Ações – Investimento no Exterior.

A Terra Santa, cujas ações eram negociadas em bolsa sob o código LAND3, foi incorporada pela SLC em agosto de 2021. Segundo a companhia, o valor do arrendamento então determinado deve ser revisto a cada três anos.

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No seu comunicado ao mercado, a Terra Santa diz que, como o requerimento de procedimento arbitral não pede a anulação da operação, mas sim perdas e danos aos acionistas que a aprovaram, a administração entende que a arbitragem não tem o potencial de afetar a situação econômico-financeira da companhia.

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Esh protagonizou disputa societária com a Gafisa

Conhecida pelo ativismo e pela postura combativa nas empresas nas quais investe, a Esh Capital esteve presente no noticiário de negócios recentemente por protagonizar uma disputa societária ferrenha contra o grupo do empresário Nelson Tanure na construtora Gafisa (GFSA3).

Nesse caso, a gestora também acusava o grupo de Tanure de ter causado prejuízos à companhia e formado um bloco de controle informal, sem, no entanto, fazer uma oferta pública de aquisição para os demais acionistas, o que seria exigido numa situação como essa pelo estatuto da companhia.

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A Esh acabou sendo vencida ao tentar barrar um aumento de capital da companhia e suspender os direitos políticos de Tanure, mas chegou a conseguir impedir a conversão de uma emissão de debêntures da Gafisa em ações.

Veja também: Magalu e Via vão de Americanas? O que esperar após os resultados de 2022

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