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O objetivo da Priner com a oferta de ações era levantar R$ 280 milhões para possíveis compras de empresas de infraestrutura, inspeção e outros
A recente piora de ativos no mercado financeiro - trazida pela alta dos juros norte-americanos e agravada pela guerra entre Israel e o Hamas - já atingiu a realização de oferta de ações no Brasil.
A Priner (PRNR3) resolveu cancelar o processo de oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias (follow-on) que havia anunciado há um mês.
Segundo a companhia de serviços industriais, a decisão se deve à “recente volatilidade do mercado de capitais”. Confira o anúncio no fato relevante.
O objetivo da Priner com a oferta de ações era levantar até R$ 280 milhões para possíveis aquisições de empresas nos segmentos de infraestrutura, inspeção, serviços industriais e outros.
O montante também poderia ser usado para investimento em crescimento orgânico, substituição de alguns equipamentos atualmente locados de terceiros e reforço de capital de giro.
O follow-on seria a primeira oferta de ações subsequente da Priner depois que abriu o capital (IPO) em fevereiro de 2020, um pouco antes de estourar a pandemia de covid-19.
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A operação movimentou R$ 200 milhões, no que foi chamado de “mini-IPO” no mercado financeiro, que está acostumado a ofertas de maior porte.
Desde a abertura de capital, a Priner já fez oito aquisições e a expectativa era que a companhia poderia continuar mirando nessa estratégia para continuar a crescer.
As últimas compras foram das empresas Labteste Análises e Ensaios de Materiais Metálicos e Tresca Engenharia e Integridade, neste ano.
A Priner nasceu de uma divisão da Mills (MILS3) que foi vendida em 2013 para a gestora de private equity Leblon Equities. A gestora, inclusive, vendeu boa parte das suas ações no IPO em 2020.
A correta atualizou a tese da companhia para refletir os desenvolvimentos estratégicos recentes e os resultados divulgados
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