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As ações da Priner caem mais de 4% após a confirmação da oferta; companhia abriu capital em 2020 com oferta de pequeno porte

Um pouco antes de estourar a pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020, a empresa de serviços industriais Priner (PRNR3) abria o seu capital na bolsa de valores brasileira (IPO).
A operação movimentou R$ 200 milhões, no que foi chamado de “mini-IPO” no mercado financeiro, que está acostumado a ofertas de maior porte.
Agora, a empresa confirmou que irá fazer uma oferta de ações subsequentes (follow-on) com o objetivo de levantar até R$ 230 milhões em uma oferta primária e até R$ 50 milhões em uma distribuição secundária.
Segundo fato relevante divulgado pela Priner na tarde desta quarta-feira (13), a intenção é usar os recursos para para possíveis aquisições de empresas nos segmentos de infraestrutura, inspeção, serviços industriais e outros.
O montante também pode ser usado para investimento em crescimento orgânico, substituição de alguns equipamentos atualmente locados de terceiros e reforço de capital de giro.
Porém, a empresa reforçou que não tomou uma decisão final sobre a oferta, assim como sobre a quantidade de ações a ser ofertada, cronograma e o preço por ação,
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Os termos estão sendo analisados pela empresa e dependem de uma série de aprovações, incluindo a aprovação de um aumento do limite do capital autorizado, que vai ser discutido em assembleia geral extraordinária em data ainda a ser definida.
Como em qualquer oferta, a realização da operação também depende de condições políticas e macroeconômicas nacionais e internacionais.
Mais cedo, o jornal Valor Econômico já tinha publicado uma reportagem - apurada com fontes anônimas - afirmando que a companhia tinha contratado a XP e o Itaú BBA para a realização do follow-on.
Segundo a reportagem, a empresa quer recursos para crescimento e também para ganhar liquidez.
Isso porque a baixa liquidez é o que tem sido apontado como possível um entrave para a valorização das ações.
Os papéis (PRNR3) fecharam com queda mais de quase 5%, a R$ 10,83, e já caíam mais de 4% após a divulgação do fato relevante.
As últimas compras da companhia foram das empresas Labteste Análises e Ensaios de Materiais Metálicos e Tresca Engenharia e Integridade, neste ano.
A Priner nasceu de uma divisão da Mills (MILS3) que foi vendida em 2013 para a gestora de private equity Leblon Equities. A gestora, inclusive, vendeu boa parte das suas ações no IPO em 2020.
A companhia atua no segmento dos chamados serviços industriais, atendendo grandes indústrias em cinco frentes: isolamento térmico, acesso, pintura, inspeção e limpeza.
Entre os clientes da Priner figuram grandes empresas, incluindo companhias abertas em bolsa, como Ultrapar, Braskem, Klabin, Suzano, Vale e Petrobras.
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