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Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

RESULTADOS 1T23

Preços menores, custos mais altos e embarques mais fracos: entenda cada um dos vilões do balanço da Vale (VALE3)

Outros fatores pontuais, como questões climáticas e problemas logísticos afetaram a Vale (VALE3) ao longo do 1T23

Minério de ferro Vale Gerdau CSN Usiminas VALE3 USIM5
Imagem: Shutterstock

Que o balanço da Vale (VALE3) viria fraco, isso já era mesmo previsto e estava precificado nas ações da mineradora. Mas, após uma análise mais detalhada dos números e também do discurso dos executivos durante a teleconferência realizada na manhã desta quinta-feira (27), uma coisa ficou mais clara: a companhia vai precisar "se virar" para entregar dados melhores, em especial na linha de custos.

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Veja abaixo como vieram as principais linhas do resultado referente ao primeiro trimestre deste ano:

  • Lucro líquido - US$ 1,8 bilhão (-58% na comparação anual)
  • Ebitda ajustado - US$ 2,9 bilhões (-47% na comparação anual)
  • Receita líquida - US$ 8,4 bilhões (-22% na comparação anual)
  • Dívida líquida - US$ 8,2 bilhões (+67,5% na comparação anual)

Segundo a própria mineradora, o resultado foi impactado pelos menores preços realizados de minério de ferro, seu carro-chefe, além das vendas menores.

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Analistas já alertavam sobre o descasamento entre oferta e demanda enfrentado pela Vale e a empolgação excessiva com a retomada da China.

Normalmente, a China compra minério antes do feriado da Semana Dourada, que acontece no começo de maio, de olho num consumo mais forte que acontece logo após essa data.

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O problema é que neste ano as compras não estão tão aceleradas como era esperado, o que prejudicou a Vale e acendeu um alerta sobre o consumo chinês.

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Em sua análise, Fernando Ferrer da Empiricus Research, pontua que o resultado da Vale afasta ainda mais a tese de forte recuperação do preço das commodities com a reabertura chinesa.

Durante a teleconferência com analistas, o presidente da empresa, Eduardo Bartolomeo, reforçou que esse desencontro entre oferta e demanda também aconteceu por conta de problemas operacionais e também por questões climáticas, mas que o problema deve ser resolvido ao longo de 2023.

Como é de costume, a Vale não faz mudanças em seu guidance apesar de eventos como esse, e o CEO afirmou estar "muito confiante" no cumprimento das metas estabelecidas.

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O que deu errado com a Vale (VALE3)?

Em relatório, o Santander aponta que especialmente o Ebitda veio abaixo do consenso e "bem abaixo" das expectativas da equipe. Segundo o documento, a diferença em relação ao modelo dos analistas é explicada principalmente pelos volumes de venda de minério de ferro e preços mais fracos do que o esperado.

Apesar disso, o Santander mantém sua recomendação de compra para o ativo, mas ainda prefere o cobre dentro do setor de commodities.

"A dura realidade é que a Vale apresentou resultados abaixo da média contra seus pares australianos e vai precisar de algum tempo para recuperar a confiança do mercado", escreveram os analistas do BTG Pactual.

O banco também manteve recomendação de compra para o papel, com base no valuation ainda atraente. Porém, a equipe pondera o fato de que a Vale tem sido mais afetada por fatores macroeconômicos do que por uma história própria.

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VEJA TAMBÉM - Fugi do país para escapar de uma montanha de dívidas, meus credores podem me perseguir?

Confira o episódio desta semana do quadro A Dinheirista, em que a repórter Julia Wiltgen resolve esse e mais casos cabeludos envolvendo dinheiro.

No longo prazo, o BTG Pactual ainda enxerga a chegada da Cosan (CSAN3) ao conselho e a tão falada venda da divisão de metais básicos como pontos mais positivos para a mineradora e investidores com olhos num horizonte mais amplo.

De acordo com o JP Morgan, o resultado referente ao primeiro trimestre de 2023 pode trazer revisões para a ação, mas, no momento, o banco não realizou nenhuma alteração em suas projeções para a empresa e manteve recomendação neutra.

Já o Bradesco BBI, em parceria com a Ágora Investimentos, ressalta que apesar dos resultados mais fracos, a Vale foi afetada por fatores bastante pontuais, principalmente quando fala-se de chuvas e exportações.

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De maneira geral, a equipe também permanece positiva com a companhia e crente de que os fundamentos do mercado de minério de ferro devem melhorar nos próximos meses.

A reação dos papéis

Apesar do balanço avaliado como ruim em boa parte de suas linhas, as ações da Vale (VALE3) operavam em alta de 1,08%, cotadas a R$ 71,03 no início da tarde de hoje.

De acordo com dados compilados pela plataforma TradeMap, das 14 recomendações para o ativo, 10 são de compra e quatro são de manutenção.

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