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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

MARKET MAKERS #70

Por que este gestor colocou a Copel (CPLE6) como a maior posição do fundo após a privatização da empresa de energia paranaense

No episódio #70 do Market Makers, o CEO da AlphaKey, Christian Keleti, revela por que aposta nas ações da empresa de energia após a privatização

Camille Lima
Camille Lima
12 de novembro de 2023
9:20 - atualizado às 17:45
copel cple6 privatização empresa elétrica ações
Imagem: Getty Images/Montagem: Julia Shikota

A Copel (CPLE6) tornou-se uma tese conhecida dos investidores e ganhou os holofotes do mercado em agosto deste ano após a oferta secundária de ações (follow-on) multibilionária que tirou o governo do Paraná do controle da companhia de energia.

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Ao mesmo tempo, o sentimento de euforia que marca as privatizações no mercado também provocou desconfiança em parte dos investidores devido ao “risco Eletrobras”. O temor é o de que a Copel esteja fadada a percorrer o mesmo caminho da ex-estatal federal com resistências do governo após a desestatização. 

Acontece que um trimestre se passou desde a privatização da companhia — e nenhum desses medos se concretizou até então. Pelo contrário, aliás: as decisões da Copel nos últimos meses apenas elevaram o otimismo dos investidores com a empresa.

Ou seja, a tese que fez as ações da Copel triplicarem de valor nos últimos cinco anos com a expectativa da privatização permanece de pé. A dúvida que fica é: depois de todo esse otimismo, ainda há espaço para a ação da Copel subir? Há algum gatilho para destravar valor de CPLE6?

No episódio #70 do Market Makers, o CEO da AlphaKey, Christian Keleti, revela por que aposta nas ações da empresa de energia. 

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Keleti trabalhou por mais de uma década na Hedging-Griffo, corretora que deu origem ao lendário fundo Verde, e outros sete anos no Credit Suisse no Brasil até criar a AlphaKey, uma gestora de recursos independente de fundos que atualmente administra quase R$ 300 milhões em ativos.

Leia Também

Para escutar o podcast completo, é só dar play aqui.

A tese de investimentos em Copel (CPLE6)

A história da AlphaKey com a Copel (CPLE6) começou há quatro anos — logo que Daniel Slaviero era indicado para o cargo de CEO da companhia paranaense de energia, conta Christian Keleti.

Segundo o gestor, o primeiro encontro com Slaviero aconteceu na primeira semana de 2019, através do atual governador do Paraná, Ratinho Jr.

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“Ele me contou dos projetos, do respaldo do governador para mudar a empresa, que tinha feito péssima alocação de capital nos governos antigos. Ela era eternamente barata porque tinha sempre histórias ruins para contar”, contou Keleti, em conversa com os apresentadores Thiago Salomão e Matheus Soares. 

“A partir do momento em que Daniel chegou, ele começou a fazer mudanças e mexer nos custos. Ele era um forasteiro sem amarras na empresa e com respaldo do governador.”

Em nove meses, Slaviero não só transformou a Copel em uma referência de companhia estatal, como também fez com que a empresa virasse a grande vaca leiteira do Governo do Estado do Paraná.

“Nós [AlphaKey] pegamos essa história quase inteira por dois anos, até 2021. Depois, achamos que a ação estava no preço justo.”

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Levou cerca de dois anos até que houvesse “uma nova história para contar” na Copel: a privatização que tirou o governo do Estado do Paraná do controle.

Na visão do CEO da AlphaKey, a Copel ganhou ainda mais eficiência após o follow-on — e CPLE6 se tornou a maior posição da carteira de investimentos da gestora, representando aproximadamente 10% do fundo.

Um dos exemplos disso é a redução de custos da companhia, com um programa de demissão voluntária (PDV) que pode economizar até R$ 438 milhões por ano à Copel. Confira aqui toda a estratégia de alocação de capital da empresa após a desestatização.

“Com a privatização, ela pode fazer mais coisas que estavam amarradas, como vender sua empresa de gás, vender a [usina] térmica de Araucária e focar na operação de distribuição, geração e transmissão”, afirma Keleti. 

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Confira o episódio #70 do Market Makers na íntegra:

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