🔴 FENÔMENO QUE TRANSFORMOU 1.500 PESSOAS EM MILIONÁRIAS PODE SE REPETIR – VEJA COMO SER O PRÓXIMO

Camille Lima
Camille Lima
Repórter no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Já passou pela redação do TradeMap.
A VIDA DEPOIS DO FOLLOW-ON

Os recados da Copel (CPLE6) no primeiro encontro com investidores após a privatização

Em reunião da Apimec, o superintendente de Relações com Investidores da Copel detalhou a estratégia de alocação de capital da ex-estatal paranaense

Camille Lima
Camille Lima
11 de outubro de 2023
17:51 - atualizado às 17:52
copel cple6 privatização empresa elétrica ações
Imagem: Getty Images/Montagem: Julia Shikota

Quase dois meses após a oferta de ações que marcou a privatização, a Copel (CPLE6) revelou nesta quarta-feira (11) o plano de investimentos e geração de valor da companhia após a saída do governo paranaense do controle.

Em reunião da Apimec, o primeiro encontro da companhia com investidores desde o follow-on, o superintendente de relações com investidores (DRI) da Copel, Luiz Henrique De Mello, detalhou a estratégia de alocação de capital.

Em uma frase, ele definiu a diferença do que deve ser a atuação da empresa de energia mas mãos da iniciativa privada: “É fundamental que os retornos dos investimentos agreguem valor para a companhia e para os investidores”, afirmou Mello, durante o evento.

A Copel pretende manter um portfólio diversificado no setor, com investimentos em todas as divisões do negócio: geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia.

Copel (CPLE6): foco em distribuição de energia

Porém, na visão do diretor de relação com investidores da Copel (CPLE6), o caminho para o crescimento da rentabilidade da companhia para os próximos anos é baseado em uma estratégia de alocação de capital voltada para o segmento de distribuição de energia.

Isso porque o setor de distribuição de energia é uma das principais oportunidades de crescimento para a companhia — e é um investimento já realizado no curto prazo e que deve continuar robusto por um período maior, de acordo com Mello.

A princípio, a Copel pretende avaliar eventuais oportunidades em novas áreas de construção para além do estado do Paraná.

“Depois de distribuição, o foco será em transmissão, geração renovada, comercialização e serviços, que têm uma importância estratégica muito grande, mas demandam de uma menor intensidade de capital”, afirmou.

Segundo Mello, a ideia é “usar um plano estratégico pautado na governança, com uma política de investimentos buscando diversificação entre os riscos, aumentando nossa base de remuneração na distribuidora e M&As [fusões e aquisições, em português] com boas taxas de retorno”. 

Redução de custos

Vale ressaltar que a estratégia financeira da Copel (CPLE6) após a privatização inclui uma forte redução de custos e busca por maior eficiência no negócio. 

Segundo a companhia, o principal pilar da reestruturação é baseado nas “pessoas” — isto é, nos funcionários da empresa. 

A Copel já deu início ao plano de redução de custos operacionais, com o anúncio de um programa de demissão voluntária (PDV) de R$ 300 milhões

Com o PDV, haverá a saída de funcionários de áreas que não devem exigir reposição e de divisões que poderão se valer de serviços terceirizados, segundo Mello.

“A gente também está atacando fortemente a linha de serviço. Hoje, quase todos os contratos que foram feitos via licitação estão sendo analisados, em busca de um ganho de eficiência”, afirmou. 

A Copel (CPLE6) e o “risco Eletrobras”

Ainda dentro da estratégia ESG, a Copel mantém os planos de migração para o Novo Mercado, o nível mais alto de governança corporativa da bolsa de valores brasileira.

“É uma intenção da companhia ir para o Novo Mercado, mas não sabemos quando. Não tem como dar um prazo, mas isso estará no escopo da companhia para a estratégia futura.”

Vale lembrar que, nos “finalmentes” da privatização, o BNDES gerou ruídos no processo de venda da elétrica. Acionista minoritário da Copel, o banco público fez com que a migração da companhia para o Novo Mercado fosse retirada da pauta da privatização.

Sem citar o nome da Eletrobras, o executivo da Copel mencionou o caso da ex-estatal federal, ao destacar a discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno do direito de voto da União. Isso porque o governo questiona a decisão da companhia de limitar o poder de voto dos acionistas a 10% do capital.

“Existe uma discussão que envolve uma outra companhia do setor que também fez o processo de transformação em corporação pouco antes de nós, e a gente acredita que, a depender de como se desenrolar essa discussão que está hoje no STF, ela permita que a gente avance para o Novo Mercado", comentou Mello, ao ser questionado pela reportagem do Seu Dinheiro sobre o assunto.

Compartilhe

FORA DE MODA

Após resultados decepcionantes, ação da dona da Gucci cai quase 8% na Europa e preocupa investidores e entusiastas da moda

25 de julho de 2024 - 15:31

Desempenho fraco das vendas da Gucci na Ásia abalou novamente o visual da holding no primeiro semestre do ano

O RETORNO

Latam retoma voo em Wall Street com nova listagem de ADRs na bolsa de valores de Nova York. O que isso significa para os acionistas?

25 de julho de 2024 - 12:08

Os novos papéis devem começar a ser negociados hoje após três anos fora da bolsa norte-americana; entenda

É HOJE!

A Vale (VALE3) vai pagar dividendos ou não vai? O que esperar do desempenho financeiro da mineradora no 2T24

25 de julho de 2024 - 6:03

A companhia divulga nesta quinta-feira (25), após o fechamento do mercado, os resultados entre abril e junho; o Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que vem por aí

DEMOROU, MAS SAIU

Passagens de avião por até R$ 200: Confira tudo o que você precisa saber sobre o programa Voa Brasil — e quem poderá participar

24 de julho de 2024 - 19:04

Segundo cálculos do governo, cerca de 20 milhões de pessoas cumprem os requisitos para participar do programa; veja os critérios

Reforço no caixa

Estoque de títulos de renda fixa de dívida de empresas dispara na B3 e atinge cifra trilionária; confira os detalhes

24 de julho de 2024 - 18:42

No primeiro semestre deste ano, registro de papéis de dívidas corporativas na B3 subiram 18%

NOVO CRONOGRAMA

Americanas (AMER3) divulga data para aumento de capital e grupamento de ações – e dá mais um passo no processo de Recuperação Judicial 

24 de julho de 2024 - 17:24

Varejista vai discutir a homologação do aumento de capital em reunião do conselho de administração nesta quinta-feira (25)

O BALANÇO VEM AÍ

Mais de R$ 100 bilhões em dividendos da Petrobras (PETR4): saiba se é hora de comprar as ações para aproveitar a oportunidade dos proventos bilionários

24 de julho de 2024 - 15:41

Os cálculos foram feitos pelo Goldman Sachs; papéis da petroleira avançam nesta quarta-feira (24) — entendam os motivos dessa alta

SINAL VERMELHO

A BYD atropelou a Tesla? Por que a fabricante de carros elétricos de Elon Musk despenca 12% em Nova York

24 de julho de 2024 - 15:04

Após os negócios de terça-feira (23), a Tesla apresentou os resultados trimestrais e os investidores não perdoaram; saiba o que preocupa no caminho da norte-americana

VOLTANDO A BRILHAR

Vivara (VIVA3) voltou a ser uma joia? Por que o Itaú BBA retomou a cobertura da rede de joalherias com recomendação de compra

24 de julho de 2024 - 14:03

Instituição vê um potencial de alta de 40% dos papéis da Vivara após renúncia de CEO e conselheiros abalar os papéis da empresa em março deste ano

Martelo batido

Preço mínimo da ação da Sabesp foi fixado em 20 de junho, e pouca gente sabia disso

24 de julho de 2024 - 13:39

Preço mínimo de R$ 63,56 por ação se tornou público hoje, com a publicação da ata de reunião do dia 20; Equatorial pagou R$ 67,00

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar