Azul (AZUL53) assegura US$ 1,2 bilhão com apoio de credores e traça rota para sair do Chapter 11
A previsão é de que a companhia aérea cumpra com o cronograma que prevê a saída da recuperação judicial até o fim de fevereiro

A Azul (AZUL53) anunciou uma oferta de títulos de dívida que pode levantar até US$ 1,2 bilhão — combustível essencial para concluir sua travessia pelo processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).
Embora tenha informado ao mercado, na quarta-feira (28), que não há garantias de que a operação será totalmente consumada, fontes ouvidas pelo Money Times revelaram que, mesmo no cenário mais adverso, a empresa conta com o respaldo de credores para assegurar o montante necessário.
O plano de reestruturação da companhia aérea, portanto, funciona como um paraquedas de emergência: se o mercado não responder como esperado, certos credores entram em cena para garantir o capital e permitir que ela finalize sua jornada de reorganização.
Com isso, a expectativa é que a Azul cumpra o cronograma, deixando para trás o Chapter 11 até o fim de fevereiro.
Mesmo sem garantia de que a captação dê o resultado esperado, a companhia não se preocupa com a oferta de títulos de dívidas, de acordo com as fontes.
Com o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa (Ibov), batendo recorde atrás de recorde, uma valorização do real ante o dólar e tendo como referência que a Avianca fez recentemente um movimento de captação via dívidas nas últimas semanas, o cenário se desenha para que a companhia cumpra com a oferta.
Leia Também
A saída do Chapter 11 no fim do túnel
Quando entrou no Chapter 11, a Azul foi enfática na mensagem de que se tratou de um movimento ponderado e já bem estruturado desde o seu início.
Em outras palavras, a Azul quis afastar a percepção de que havia perdido o controle. A recuperação judicial foi apresentada não como um último recurso, mas como uma etapa rápida e estratégica.
Com o suporte de gigantes como United e American Airlines, a companhia destacou que o processo serviria para resolver sua maior questão: a alavancagem.
A saída do Chapter 11, caso o cronograma se confirme, já desponta como luz no fim do túnel. Segundo apuração do Money Times, restam basicamente dois passos: o aporte de capital, que trará liquidez à companhia, e a aprovação da transação com a United.
Este último ponto, porém, enfrenta entraves no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) — e ainda aguarda desfecho.
Diluição de acionistas da Azul
A Azul vem cumprindo a trajetória para reestruturar sua operação e reduzir a alavancagem, mas os acionistas não saem ilesos da situação e pagam o preço de uma diluição massiva.
Entre os principais movimentos da companhia que geraram diluição estão as capitalizações. No fim de 2025, a Azul promoveu um aumento de capital no valor total de R$ 7,44 bilhões, por meio da emissão de 723,86 bilhões de novas ações ordinárias a R$ 0,00013527 cada e 723,86 bilhões de ações preferenciais a R$ 0,01014509 cada.
Em 21 de janeiro, a Azul anunciou ao mercado a realização de uma nova oferta pública para captar até US$ 950 milhões.
O que vem depois da recuperação judicial?
Na última semana, determinados credores e partes interessadas da Azul concordaram em realizar um aporte adicional de US$ 100 milhões para apoiar a saída do Chapter 11, permitindo que ocorra antecipadamente.
“Tal investimento incremental de US$ 100 milhões, juntamente com a garantia firme de subscrição de US$ 650 milhões no contexto da oferta pública de saída do Chapter 11 e dos US$ 200 milhões a serem investidos por investidores estratégicos, elevará o montante total de investimentos a serem captados pela Companhia de US$ 850 milhões para US$ 950 milhões”, diz o documento divulgado pela Azul.
A estimativa é de que a Azul deixe a recuperação judicial com uma alavancagem líquida pro forma de 2,5 vezes.
O plano da companhia utilizou as projeções do Boletim Focus para prever o câmbio e utiliza o dólar na casa dos US$ 5,50 Na quarta-feira (28), no entanto, o dólar operou abaixo de R$ 5,20, no menor nível em quase dois anos.
Em um cenário de continuidade da valorização do real, bem como o início e andamento do ciclo de corte de juros no Brasil, somado com continuidade de forte demanda, a companhia pode alcançar uma alavancagem menor do que a projetada.
*Com informações do Money Times
ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR
Hapvida (HAPV3) chegou ao fundo do poço e pode ter até R$ 30,8 bilhões em benefício — mas ela ainda precisa fazer isso para se recuperar, diz UBS
27 de setembro de 2026 - 13:02ESTRATÉGIA
Carrefour vende 21 lojas de bairro a gigante do varejo, que estreia em São Paulo com nova bandeira; saiba qual
27 de setembro de 2026 - 10:02O CENÁRIO BULL
XP, Nubank, Itaú, Bradesco, Santander e BTG: dois bancos vão se dar melhor se a Selic cair, segundo o UBS BB
25 de setembro de 2026 - 14:35SAÚDE DO CRÉDITO
Inter (INBR32) ainda não viu o pior: inadimplência deve subir no 3T26; CEO revela de onde vem a pressão
25 de setembro de 2026 - 12:51PREÇO NÃO É O SUFICIENTE
Ozempic no Mercado Livre emagrece as ações da RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3); bancos explicam o que falta para o Meli bater de frente com as grandes redes
25 de setembro de 2026 - 11:19Conteúdo Empiricus
Apesar da adoção crescente da inteligência artificial, 41% das empresas ainda apresentam dificuldades na integração com agentes de IA
24 de setembro de 2026 - 14:00NO BOLSO
Yduqs (YDUQ3) anuncia dividendos de R$ 750 milhões após fusão com a Afya, mas presente da dona da Estácio ao acionista pode ser ainda maior, diz JP Morgan
24 de setembro de 2026 - 13:45VENDE BRKM5, RECEBE DÍVIDA
OPA da Braskem (BRKM5) com data marcada: vale a pena trocar as ações pelo que o novo controlador oferece?
24 de setembro de 2026 - 12:32MAIS DE R$ 9 BILHÕES EM RECEITA
Yduqs (YDUQ3), dona da Estácio, anuncia fusão com a Afya e cria gigante em educação médica no Brasil; veja quanto cai no seu bolso
24 de setembro de 2026 - 9:02ALÉM DA PRIVATIZAÇÃO
Privatização da Copasa (CSMG3) chama atenção do mercado, mas Bradesco BBI tem ainda mais motivos para apostar em alta de mais de 38% para a ação
23 de setembro de 2026 - 16:21O PREÇO DA “GENEROSIDADE”
Petrobras (PETR4) caminha para um dos maiores dividendos do mundo. A ação ficou cara demais para comprar agora?
23 de setembro de 2026 - 14:25NOVO FILÃO DE CRESCIMENTO
Maior alta do Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) sobe na bolsa após decisão de agência do governo; entenda o que mexe com a varejista
23 de setembro de 2026 - 13:58GOVERNANÇA CORPORATIVA
O conselheiro é independente mesmo? Indicação pelo controlador é comum; saiba quando ela vira um problema para a empresa
23 de setembro de 2026 - 12:33SOB PRESSÃO
Braskem (BRKM5) vira campo de batalha: MP questiona processo e credores exigem que Petrobras (PETR4) e IG4 paguem parte da conta
23 de setembro de 2026 - 11:35PROVENTOS
Mais de R$ 600 milhões aos acionistas: confira quem tem direito a receber o JCP da Localiza (RENT4)
22 de setembro de 2026 - 19:27TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA