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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

REDUÇÃO DE CAPITAL

Por que as ações da Tenda (TEND3) despencam 10% após construtora anunciar medida que pode viabilizar dividendos

A companhia informou que incluirá na pauta da próxima assembleia de acionistas uma proposta de redução do capital social

Larissa Vitória
Larissa Vitória
5 de outubro de 2023
12:02
Foto de um prédio ao lado de uma caixa d'água com o logo da Tenda (TEND3)
Edifício da Tenda - Imagem: Divulgação

Exatamente um mês após concluir uma oferta de ações milionária, a Tenda segue anunciando medidas para colocar as finanças em ordem. Mas a última proposta da construtora não parece ter agradado os investidores: as ações TEND3 operam em forte queda na B3 nesta quinta-feira (5).

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Por volta das 11h45, os papéis recuavam 10,44%, cotados em R$ 11,32. Vale destacar que todos os principais nomes do setor da construção civil apresentam desempenho negativo hoje — confira a nossa cobertura completa de mercados.

Apesar do movimento de descida em bloco das construtoras, a queda da Tenda é mais acentuada e ocorre após a companhia ter surpreendido o mercado ao informar que incluirá na pauta da próxima assembleia de acionistas, prevista para novembro, uma proposta de redução do capital social.

A operação permite que empresas devolvam parte do investimento de seus acionistas. Mas, no caso da construtora, o objetivo é diminuir o capital em R$ 419,4 milhões para absorver os prejuízos acumulados pela empresa. A cifra corresponde ao rombo reconhecido no balanço do segundo trimestre de 2023.

Segundo fato relevante enviado ao mercado na última quarta-feira (4), a operação será realizada sem o cancelamento de ações. O percentual de participação dos atuais acionistas também não será alterado.

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Tenda (TEND3) diz que redução do capital pode viabilizar dividendos

Os conselheiros da Tenda entendem, ainda segundo o comunicado, que a redução de capital poderá ser benéfica para os acionistas pois reestabelecerá a situação de equilíbrio entre o nível de capital e o patrimônio.

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Outro argumento é que a absorção dos prejuízos acumulados poderia viablizar futuras distribuições de dividendos. O último depósito de proventos aos investidores ocorreu no final de 2021.

Mas a volta dos proventos não é garantia e a companhia faz uma ressalva: potenciais dividendos dependem da apuração de lucro nos próximos exercícios.

Queda dos juros pode beneficiar Cyrela (CYRE3): entenda o motivo e veja outras 9 ações também recomendadas pelos analistas da Empiricus Research

Tenda (TEND3) levantou milhões com oferta de ações

A redução de capital é a tentativa mais recente da Tenda para reequilibrar as finanças e preparar o caixa para surfar a onda do retomado e turbinado Minha Casa Minha Vida (MCMV).

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Antes de propor a operação, a construtora, que é focada em empreendimentos de baixa renda, já havia levantado R$ 234 milhões com uma oferta de ação concluída no mês passado.

De acordo com o comunicado divulgado na época, os recursos captados com a oferta também serão destinados a equilibrar a estrutura do capital da Tenda e melhorar o endividamento da empresa. 

A disparada dos custos da construção nos últimos anos e a taxa de juros elevada fizeram com que a incorporadora encerrasse 2022 com uma dívida de R$ 799,9 milhões, alta de 141% na comparação com o ano anterior.

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